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Sequestro de adolescentes israelenses cria tensão entre Israel e a Palestina

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O sequestro de Naftali Frenkel, Gilad Shaar e Eyal Yifrach, três adolescentes judeus, em 12 de junho, na Cisjordânia, fez elevar a tensão entre Israel e a Palestina. O Hamas é apontado pelas autoridades israelenses como sendo o autor do rapto dos jovens[1] e a Autoridade Nacional Palestina (ANP), que hoje faz parte do Governo de Unidade com o Hamas, também é responsabilizada pelo acontecimento.

O Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, diz esperar que a ANP contribua para encontrar os sequestrados, tendo feito a seguinte afirmação: “A Autoridade Palestina é responsável direta por qualquer ataque vindo de seu território, seja na Cisjordânia ou Gaza. O ataque terrorista foi originado a partir daquele território palestino e, portanto, a ANP (Autoridade Nacional Palestina) é responsável pelo ataque[2].

O presidente da ANP, Mahmoud Abbas, condenou o sequestro dos adolescentes e contou com a aprovação de Netanyahu, que reafirmou a importância da colaboração de Abbas para encontrar os sequestradores e pôr fim ao pacto com o Hamas, seguindo, assim, o que considera ser a direção correta. O Primeiro-Ministro israelense expressou o que espera de Abbas ao demonstrar o que pensa sobre a união entre a ANP e o Hamas ao dizer que: “você não pode falar sobre paz com Israel e estar em um Governo de unidade com o Hamas, que sequestra adolescentes israelenses e pede a destruição de Israel. Você pode ter um ou outro, mas não pode ter ambos. Espero que o presidente Abbas escolha a coisa certa[3].

Na medida em que não há nenhuma notícia sobre o desaparecimento dos três jovens, Israel avança com medidas cada vez mais severas na tentativa de capturar os possíveis responsáveis pelo sequestro. Vários palestinos já foram detidos ao abrigo do regime de prisão administrativa. Na segunda-feira, foram emitidas 104 ordens de prisão e há previsão desse número aumentar nos próximos dias, conforme informou a Addameer, Grupo de Direitos dos Prisioneiros[4].

A maioria dos prisioneiros é integrante do Hamas e da Jihad Islâmica, sendo que mais de 50 deles fazem parte dos grupos libertados por Israel durante as negociações que envolveram a devolução do soldado israelense Gilad Shalit e 7 tiveram, agora, a libertação cancelada. As atuais detenções terão a duração de 3 a 6 meses, conforme o pedido feito pela Agência de Inteligência de Israel (Shin Bet) [5].

As prisões administrativas dos últimos dias mobilizaram a Organização Direitos Humanos e a Anistia Internacional que, numa carta enviada aos chefes de Segurança de Israel, apelaram para que desistam da “punição coletiva” com a finalidade de garantir os “Direitos Humanos Básicos” dos palestinos[6].

A Organização se manifestou dizendo que “é difícil não questionar se existe realmente necessidade militar essencial e imediata, que implicou na detenção rápida e sem julgamento de dezenas de pessoas[7]. Contudo, nenhum grupo reivindicou o sequestro dos adolescentes e a falta de notícias dos jovens aumenta as tensões entre Israel e a Palestina. Por outro lado, cresce a desconfiança entre os dois povos. É, pois, cada vez mais urgente a solução da questão para evitar o crescimento das hostilidades e para manter as conversações aos níveis político e diplomático entre Israel e a Palestina.

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Imagem (Fonte):

https://38.media.tumblr.com/b2516eec9517ce08492febd7de97e35d/tumblr_n7eaukACCS1s4lolfo1_1280.jpg?.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.washingtonpost.com/world/middle_east/israel-goes-after-hamas-in-west-bank-in-wake-of-teens-abduction/2014/06/18/d3576d56-adc5-4027-9a0b-90e570346543_story.html

[2] Ver:            

http://www.conexaoisrael.org/informacoes-sobre-o-sequestro-de-adolescentes-israelenses/2014-06-15/marcelo

[3] Ver:

http://www.jpost.com/Diplomacy-and-Politics/PM-says-Abbass-condemnation-of-Hamas-kidnappings-was-good-360220

[4] Ver:

http://www.maannews.net/eng/ViewDetails.aspx?ID=707113

[5] Ver:

http://www.maannews.net/eng/ViewDetails.aspx?ID=707113

[6] Ver:

http://www.maannews.net/eng/ViewDetails.aspx?ID=707113

[7] Ver:

http://www.maannews.net/eng/ViewDetails.aspx?ID=707113

Marli Barros Dias - Colaboradora Voluntária Sênior

Possui graduação em Filosofia (bacharelado e licenciatura) pela Universidade Federal do Paraná (1999), com revalidação pela Universidade de Évora (2007), e mestrado em Sociologia (Poder e Sistemas Políticos) pela Universidade de Évora (2010). É doutoranda em Teoria Jurídico-Política e Relações Internacionais (Universidade de Évora). É professora da Faculdade São Braz (Curitiba), pesquisadora especialista do CEFi – Centro de Estudos de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa (Lisboa), e pareceirista do CEIRI Newspaper (São Paulo).

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