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Sequestro e morte de promotor na Turquia

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O promotor turco Mehmét Selím Kiráz, que havia sido sequestrado por extremistas de esquerda em um Tribunal de Istambul, não resistiu a uma cirurgia e faleceu. De acordo com o presidente Tayyíp Érdogan, a vítima levou três tiros na cabeça e dois no corpo. Também morreram os dois homens do grupo marxista clandestino Partido/Frente Revolucionária de Libertação do Povo (DHKPC), que mantinham Mehmét Kiráz refém[1].

O chefe de polícia Selamí Altínok estabeleceu linhas de comunicação com os sequestradores, mas agentes tiveram de invadir o Palácio da Justiça de Tchaglayán, na Zona Europeia de Istambul, após ouvir disparos dentro do local. Os extremistas, que chegaram a apontar uma arma para a cabeça da vítima durante o cerco da Polícia, exigiam a “confissão televisionada” do policial que atirou em Berkín Elván, o adolescente de 15 anos que faleceu em consequência de um ferimento na cabeça, ocorrido durante Protestos contra o Governo, em 2013. Além disso, queriam um julgamento para os policiais envolvidos nesta morte, além do afastamento daqueles que participaram dos protestos após a morte do adolescente. Kiraz, o promotor sequestrado e morto, investigava o falecimento de Elván.

O DHKPC é classificado pelos Estados Unidos, União Europeia e Turquia como uma Organização Terrorista. O grupo protagonizou um Atentado Suicida à embaixada americana (em 2013) e à região central de Istambul (em 2001), matando dois policiais e um turista australiano. Segundo a Agência de Notícias Dogan, a Polícia recebeu informações que davam a entender que o DHKPC preparava operações similares a que foi realizada. A Polícia Turca prendeu 22 pessoas supostamente vinculadas a este grupo clandestino de extrema-esquerda. A operação aconteceu na cidade de Antálya (no sul da Turquia)[2].

Paralelamente ao sequestro e à morte de Kiráz, as Autoridades turcas estão investigando um possível Ataque terrorista devido a um Apagão na eletricidade de diversas cidades, tais como Istambul e Ankara. Oficiais confirmaram que houve problemas em todo o sistema da Companhia de Eletricidade Turca (TEİAŞ),  o que pode ter causado o incidente.  Pelo menos 44 províncias foram afetadas, o que equivale a mais de 20 milhões de pessoas que ficaram sem energia elétrica.

O primeiroministro Ahmét Davútoglu afirmou que “todas as possibilidades[3], incluindo um ataque terrorista, estão sendo investigadas pela interrupção. Já o Ministro da Energia do país, Tanér Yildíz, foi inflexível ao afirmar que o apagão não foi causado por falhas elétricas: “eu também não posso dizer se houve ou não um ataque cibernético[3], concluiu. Os relatórios locais especulam se houve uma grande explosão em Kotcháeli, pouco antes da queda, porém não há confirmação independente ainda.

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Imagem (Fonte):

http://offnews.bg/news/%D0%A1%D0%B2%D1%8F%D1%82-_12/%D0%92%D0%B7%D0%B5%D1%82%D0%B8%D1%8F%D1%82-%D0%B7%D0%B0-%D0%B7%D0%B0%D0%BB%D0%BE%D0%B6%D0%BD%D0%B8%D0%BA-%D1%82%D1%83%D1%80%D1%81%D0%BA%D0%B8-%D0%BF%D1%80%D0%BE%D0%BA%D1%83%D1%80%D0%BE%D1%80-%D0%BF%D0%BE%D1%87%D0%B8%D0%BD%D0%B0-%D0%BE%D1%82-%D1%80%D0%B0%D0%BD%D0%B8%D1%82%D0%B5-%D1%81%D0%B8_483543.html

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.bbc.com/news/world-europe-32129012

[2] Ver:

http://www.nydailynews.com/news/world/turkish-prosecutor-hostage-members-leftist-group-article-1.2168015

[3] Ver:

http://edition.cnn.com/2015/03/31/middleeast/turkey-power-outage/

Wladimír Tzinguílev - Bulgária

De nacionalidade Búlgara, é Mestre em Segurança Corporativa (2012) pela Universidade de Economia Nacional e Mundial (UNSS, Sófia). Atua na área de Segurança Pública, Segurança Corporativa e Diplomacia Corporativa com foco nos países do Leste Europeu, sendo referência em questões relacionadas a Península Balcânica, Turquia e Rússia. Atualmente é jornalista e editor de notícias internacionais da Televisão Nacional da Bulgária (BNT).

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