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Série de atentados na Turquia

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Uma onda de atentados abalou a Turquia, desde a cidade de Istambul, no oeste do país, até as regiões mais ao leste. Os ataques foram cometidos por diferentes grupos armados e deixaram nove mortos, além de dezenas de feridos. A jornada de violência começou na segunda-feira passada, dia 10,  por volta de 1h no horário local, com um atentado suicida contra uma delegacia de polícia em Sultanbeyli, no subúrbio de Istambul. Dez pessoas, dentre elas três policiais, ficaram feridas na explosão do carro-bomba jogado contra o quartel. Horas mais tarde, os agentes que vigiavam a mesma delegacia foram atacados por um franco-atirador, que matou um dos policiais[1].

Na sequência, as Forças de Seguranças da Turquia iniciaram uma operação com auxílio de helicópteros para encontrar os responsáveis. Dois supostos autores dos ataques morreram, um pelas mãos dos agentes e outro após a explosão de uma bomba que ele pretendia lançar contra os policiais. Não está claro quem é o responsável pelo primeiro atentado. Enquanto as autoridades acusam o ilegal Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), a imprensa não descarta como autor o grupo jihadista Estado Islâmico(EI).

O PKK suspendeu no fim de julho o cessar-fogo unilateral que estava em vigor há dois anos. Já os jihadistas tinham ameaçado promover ataques na Turquia depois da adesão do Governo do país à Coalizão internacional que combate o grupo no Iraque e na Síria. Os turcos também estão permitindo que a aliança utilize bases aéreas do país. No último final de semana, chegaram à base de Incirlik, na província de Adana, seis caças F16 americanos que serão usados em bombardeios na vizinha Síria[2].
No segundo atentado do dia, duas mulheres, supostamente militantes de um Partido de esquerda radical, promoveram um ataque contra o Consulado dos Estados Unidos em Istambul. Ninguém ficou ferido. Uma das autoras, uma enfermeira de 51 anos, foi presa. A outra segue sendo procurada pela polícia. Ela seria militante do Partido Frente Revolucionária de Libertação Popular(DHKP/C).

O DHKP/C, de orientação marxista-leninista, já realizou em fevereiro de 2013 um ataque contra a Embaixada dos Estados Unidos, um atentado suicida no qual morreu um dos seguranças do local. Poucas horas mais tarde, duas novas ações foram realizadas na província de Sirnak, no sudeste do país, supostamente cometidas pelo PKK contra a Polícia e o Exército turcos. Um suposto integrante do PKK disparou contra um helicóptero que levava soldados que acabavam de terminar seus serviços militares. Um jovem morreu e outro acabou ferido[3].

Já na cidade de Silopi, também em Sirnak, uma bomba ativada por controle remoto explodiu durante a passagem de um blindado. Quatro agentes morreram e outro ficou gravemente ferido. Os policiais foram atacados quando o veículo tentava entrar na cidade, onde, na última sexta-feira, dia 7, morreram três civis e um policial em enfrentamentos ocorridos entre supostos simpatizantes doPKK e as Forças de Segurança. No fim do dia ocorreu outro ataque simultâneo, também supostamente cometido por integrantes do PKK, contra instalações de segurança turcas na cidade de Lice, na província de Diyarbakir. Não houve mortos nem feridos.

Desde a suspensão do cessar-fogo do PKK já morreram mais de 30 Agentes de Segurança turcos. O Exército do país responde aos ataques bombardeando posições da Guerrilha Curda no Norte do Iraque. Segundo a agência de notícias Anadolu, cerca de 400 membros do PKK morreram na ofensiva aérea turca. As Forças de Segurança da Turquia também prenderam mais de 1.300 suspeitos em operações policiais realizadas em todo país contra supostos membros e simpatizantes do PKK, do DHKP/C e do EI.

O Governo Turco lançou uma ofensiva contra o PKK e os jihadistas depois de um atentado suicida do EI contra uma reunião de ativistas de esquerda ter matado mais de 30 pessoas, em julho, na cidade de Suruç. Após o ataque, o PKK executou dois policiais em suas próprias casas e um civil com vínculos islamitas, o que provocou a ofensiva aérea turca contra posições da guerrilha noNorte do Iraque. No último sábado, Selahattin Demirtas, líder do partido pró-curdo de esquerda, o Partido Democrático do Povo (HDP), pediu ao PKK que interrompa os ataques após duas semanas de combates desde o fim da trégua[4].  

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Imagem (Fonte):

http://www.digitaljournal.com/news/world/four-turkish-police-killed-by-roadside-bomb-in-southeast/article/440649

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.bbc.com/news/world-europe-33844246

[2] Ver:

http://www.reuters.com/article/2015/08/10/us-turkey-usa-attack-idUSKCN0QF0DT20150810

[3] Ver:

http://www.theguardian.com/world/2015/aug/10/istanbul-attacks-shots-fired-us-consulate-police-station-bomb

[4] Ver:

http://www.aa.com.tr/en/turkey/573399–turkey-us-to-block-pkk-syrian-branch-from-safe-zone

Wladimír Tzinguílev - Bulgária

De nacionalidade Búlgara, é Mestre em Segurança Corporativa (2012) pela Universidade de Economia Nacional e Mundial (UNSS, Sófia). Atua na área de Segurança Pública, Segurança Corporativa e Diplomacia Corporativa com foco nos países do Leste Europeu, sendo referência em questões relacionadas a Península Balcânica, Turquia e Rússia. Atualmente é jornalista e editor de notícias internacionais da Televisão Nacional da Bulgária (BNT).

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