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Smart Cities na China e na Ásia: tendências para o futuro

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Em uma conjuntura de aumento do protecionismo por parte de diversos governos nacionais, a atuação internacional de cidades desponta como uma importante área das Relações Internacionais. O conceito de smart cities envolve o uso de tecnologias e instrumentos de coleta de dados para otimizar o desempenho e o funcionamento da infraestrutura e dos serviços em uma determinada comunidade.

Imagem estilizada: cidades do futuro

Recentemente foi publicado pela empresa de consultoria A.T. Kearney um relatório global acerca da competitividade das cidades, sendo que seis novas comunidades urbanas na China são citadas: Changsha, Foshan, Ningbo, Tangshan, Wuxi e Yantai. O relatório afirma que a ascensão de cidades chinesas como atores competitivos foi a evolução mais rápida presenciada desde o começo da produção desta publicação, no ano de 2008.

Estes fatores refletem esforços conscientes do governo nacional e igualmente das administrações provinciais no país, visando elevar a competitividade local. Ações como o investimento em infraestrutura, a qualificação dos trabalhadores, o desenvolvimento de soluções inteligentes, o incentivo às atividades culturais, a troca de informações e estímulo à médias e pequenas empresas são alguns dos fatores que produzem efeitos positivos neste cenário.

O exemplo chinês da formação de ecossistemas de inovação deve ser ressaltado, visto que potencializa o dinamismo dos centros urbanos através da integração entre governo, empresas e a sociedade. As cidades mais competitivas atuam como hubs promovendo a conexão simultânea entre diversos setores empresariais, seja através do comércio, do movimento das finanças e das pessoas.

Soluções como trânsito inteligente, transporte público movido a eletricidade, estímulo ao uso de energia proveniente de fontes renováveis e um melhor gerenciamento de resíduos são exemplos práticos de políticas públicas que poderiam ser aplicadas visando o aumento da competitividade e a sustentabilidade das cidades. A criação de centros online (e-career) para o gerenciamento de vagas de emprego é outro recurso interessante para evitar o aumento do desemprego e buscar uma melhor alocação do capital humano para solucionar as demandas locais.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Vista noturna da cidade de Xangai, na China” (Fonte):

https://pixabay.com/pt/shanghai-china-cidade-marco-1484515/

Imagem 2 Imagem estilizada: cidades do futuro” (Fonte):

https://www.flickr.com/photos/[email protected]/28650310590

Ricardo Kotz - Colaborador Voluntário

Mestrando no programa de Pós Graduação em Relações Internacionais pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), atuando na linha de Economia Política Internacional. Possui especialização em Estratégia e Relações Internacionais Contemporâneas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Graduado em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Agente consular junto ao Consulado Honorário da França em Porto Alegre, atuando paralelamente no escritório RGF Propriedade Intelectual, no período de 2013-2015.

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