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Sobe o número de Prefeitos assassinados no México

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A violência atingiu novamente os Prefeitos no México. De acordo com o Jornal El País, Alejandro González Ramos, presidente municipal de Pacula (no Estado mexicano de Hidalgo), foi morto a tiros na última quinta-feira (dia 3 de maio), por volta das três horas da tarde. Ramos é o 26° Prefeito morto durante o governo de Enrique Peña Nieto. Esse número sobe para 75 mortos, se forem somados os 59 ex-Prefeitos e os nove representantes eleitos que foram executados desde dezembro de 2012, segundo a Associação Nacional de Prefeitos (ANAC).

 

Unidade do Exército Mexicano inspeciona de veículos

O Mandatário de Pacula, uma pequena cidade de pouco mais de 5.000 habitantes, estava viajando com seus colegas em uma van quando um sujeito, em uma motocicleta, interceptou seu veículo e abriu fogo contra o político, informou o Escritório de Hidalgo.

As autoridades hidalguenses vieram à cena do crime para recolher pistas que lhes permitam estabelecer as primeiras linhas de investigação, mas não detalharam se já houve alguma detenção ou o motivo do ataque. O Partido da Ação Nacional, do qual González Ramos pertencia, condenou o assassinato. “Nós repudiamos esses atos de violência. É urgente colocar um fim à insegurança que os mexicanos estão vivendo”, disse o grupo político de centro-direita no Twitter.

O governador Omar Fayad, do Partido Revolucionário Institucional (PRI), prometeu realizar as investigações necessárias para encontrar os responsáveis ​​pelo assassinato. “No governo de Hidalgo, rejeitamos fortemente esses atos violentos”, escreveu Fayad na mesma rede social.

A ANAC pediu ao Ministério do Interior que estabelecesse um protocolo de segurança para acabar com os assassinatos políticos no México. “Nossas mais profundas condolências às suas famílias, desejando resignação antecipada em sua perda irreparável”, lamentou a organização em um obituário.

Batalhão da Polícia Federal

Os assassinatos de Chefes de Executivo municipal se intensificaram durante os governos dos dois últimos Presidentes do México. A administração do ex-presidente Felipe Calderón, do Partido de Ação Nacional (PAN), registrou 48 homicídios dolosos de ex-Prefeitos e Prefeitos em exercício eleitos entre 2006 e 2012, em comparação com as 75 vítimas durante o mandato de seis anos de Peña Nieto.

Quatro Estados são os mais perigosos: Michoacán, Guerrero, Oaxaca (na costa sul do Pacífico mexicano) e Veracruz (na costa do Golfo do México). Mas a violência praticamente não reconhece mais padrões geográficos ou afiliações políticas: nos últimos 11 anos foram mortos 55 políticos do PRI; 29 do partido de centro-esquerda Revolução Democrática e 17 do conservador PAN. A violência contaminou as campanhas para as eleições federais em julho próximo, com 11 assassinatos de Prefeitos e ex-Prefeitos desde o inicio deste ano (2018).

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Marcha por Rubén Espinosa, assassinado em 2015” (Fonte):

https://es.wikipedia.org/wiki/Secuestros_y_asesinatos_de_periodistas_en_México

Imagem 2Unidade do Exército Mexicano inspeciona de veículos” (Fonte):

https://es.wikipedia.org/wiki/Guerra_contra_el_narcotr%C3%A1fico_en_M%C3%A9xico

Imagem 3Batalhão da Polícia Federal” (Fonte):

https://es.wikipedia.org/wiki/Delincuencia_en_M%C3%A9xico

                                                                                   

Tainan Henrique Siqueira - Colaborador Voluntário

Mestrando em Direito Internacional pela Universidade Católica de Santos. Graduado em Relações Internacionais pela Universidade Católica de Santos. Experiência acadêmica internacional na Cidade do México e atuação profissional no Consulado do Panamá e no Turismo Nuevo Mundo. Concluiu trabalho de extensão sobre Direitos Humanos e Refugiados, iniciação científica na área do Direito Internacional e da Política Externa Brasileira, sendo esta segunda iniciação premiada em terceiro lugar entre as áreas de ciências humanas e ciências sociais aplicadas da UniSantos em 2015. Atuou como Monitor na disciplina de Teoria das Relações Internacionais­I, durante o último semestre de 2015. Atualmente é monitor e pesquisador do Laboratório de Relações Internacionais da UniSantos em parceria com o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas (LARI­IPECI), onde auxilia no desenvolvimento de projetos semestrais pautados por três frentes de pesquisa: 1) Direitos Humanos, Imigração e Refugiados; 2) Política Internacional e Integração Regional; e 3) Relações Internacionais, Cidades e Bens Culturais. Tem objetivo de seguir carreira acadêmica.

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