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[:pt]Sobre a acusação de a Rússia ter interferido nas eleições americanas[:]

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O Departamento de Segurança Interna do Estados Unidos da América (DHS) acusou a Federação Russa de interferir nas eleições presidenciais americanas (em 7 de outubro de 2016), indicando ter havido invasões de rede nos computadores do Partido Democrata. O relatório de acusação formal, comunica sobre participação de funcionários da Federação Russa: “acreditamos, com base no escopo e sensibilidade desses esforços (de invasão), que somente os funcionários mais antigos da Rússia poderiam ter autorizado essas atividades”.

Entretanto, o Governo americano afirmou logo após essa acusação que não há evidências ou possibilidade de uma nação realizar uma interferência dessa magnitude em seu sistema eleitoral, conforme se observa no comunicado oficial: “No entanto, não estamos em condições de atribuir esta atividade ao governo Russo. A Comunidade de Inteligência do EUA (USIC) e o Departamento de Segurança Interna (DHS) avaliam que seria extremamente difícil para alguém, incluindo um ator como um estado-nação, alterar as contagens de votos reais ou os resultados eleitorais por ataque cibernético ou invasão”.

O Governo russo havia respondido dizendo que é uma prática do EUA realizarem acusações de qualquer coisa contra a Rússia, indiscriminadamente. O Porta-Voz do Kremlin, comentou acerca da questão da ciber-invasão: “todo dia o site da Presidência da Federação Russa é atacado por dezenas de milhares de hackers. Muitos desses ataques são rastreados para o território dos EUA, mas não culpamos a Casa Branca ou Langley (CIA) toda vez”. O Presidente Russo, Vladimir Putin, comentou em seu discurso anual para a nação (em 1o de dezembro de 2016), que o país foi caluniado com acusações de interferir nas eleições de outros países.

Na semana passada (no domingo, 10 de dezembro de 2016), a Agência Americana de Inteligência liberou uma informação de que o fim das investigações sobre a intromissão russa no processo eleitoral concluiu que houve interferência da Rússia nos últimos meses das eleições, tendo o Governo russo abastecido o site WikiLeaks com milhares de e-mails confidenciais roubados do Comitê do Partido Democrata (DNC). O Governo russo rejeitou as acusações e o fundador do Wikileaks, Julian Assange, manifestou que o vazamento do DNC não tinha ligação com a Rússia.

Craig Murray, ex-embaixador do Reino Unido no Uzbequistão, disse ao The Guardian, que sabe quem vazou. Declarou: “Eu conheci a pessoa que vazou, e eles certamente não são russos, são de dentro. É um vazamento, não um ‘hackeamento’, são duas coisas diferentes”. A equipe de Donald Trump, com relação à formalização da CIA, manifestou que “Essas são as mesmas pessoas que disseram que o Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa”.

Conforme os analistas vêm apontando, esta é uma questão delicada a ser trabalhada de todas as perspectivas aqui mostradas. A própria Agência de Inteligência Americana, em outubro, alegou que não havia possibilidade de um Estado intervir diretamente no seu processo eleitoral, mas agora está alegando que sim, através da exposição de fatos de apenas um dos candidatos.

No momento, a CIA está buscando maneiras de entender quais foram os responsáveis pela invasão nos computadores da DNC, já que tem diante de si as declarações de um ex-embaixador do Reino Unido, alegando que não foi uma invasão e sim um vazamento interno do Comitê Democrata (o que não é de se estranhar, pois são ações plausíveis dentro da batalha política interna de um país, ou de um partido).

Observadores assinalam que é importante observar como a CIA levantou rumores de quebra da soberania americana, bem perto do fim do mandato presidencial de Barack Obama, deixando no ar que poderia ser um pedido do próprio Presidente para afetar a imagem do próximo Governo (de D. Trump), ou até tentar causar barulho suficiente para que as eleições sejam desacreditadas. Os especialistas desacreditam em tal hipótese, pois tal tipo de ação não corresponde ao comportamento do atual Presidente, nem entendem que seja seu desejo legar uma imagem dessa natureza, o que obriga a todos a aguardarem os próximos acontecimentos da investigação para poderem formular cenários sobre o rumo da política e da democracia americana.

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ImagemHillary Clinton – Suposta vítima de hackeamento” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/45/Glider.svg

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Daniel Costa Sampaio - Colaborador Voluntário Júnior

Pósgraduado em Ciência Política (IUPERJ) e Bacharel em Relações Internacionais (UCAM). Experiência profissional em Representação Comercial e atualmente Gerente de Projetos e Novos Negócios na Prefeitura do Rio de Janeiro. No CEIRI Newspaper escreve no grupo Europa desde março de 2013, em que desenvolve publicações com ênfase na Política Externa Russa.

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