LOADING

Type to search

“Sochi 2014”: as várias faces da democracia russa

Share

Frequentemente, nas relações internacionais, o esporte se faz portador de uma mensagem de paz e de união entre os povos, e, sobretudo, se insurge contra toda e qualquer forma de discriminação existente. Assim, os megaeventos esportivos, tais como os “Jogos Olímpicos”, podem servir de palco para manifestações políticas de protesto de uma forma bastante contundente, devido, especialmente, à grande visibilidade mundial das competições esportivas, impulsionadas, sobremaneira, pelos meios de comunicação[1].

Tendo em vista esta dinâmica, tem sido destacado, com frequência, pela mídia internacional, as recente medidas tomadas pelo governo russo, que deverão vigorar durante os “Jogos Olímpicos de Inverno de 2014”, a serem realizados em Sochi, na Rússia. Segundo o periódico alemão “Deutsche Welle (DW), tais medidas, anunciadas pelo presidente Vladimir Putin, através de um decreto oficial publicado em 23 de Agosto de 2013, preveem a criação de zonas proibidas na região de Sochi, no período de 7 de Janeiro de 2014 a 21 de Março de 2014, período que abrange a realização dos “Jogos Olímpicos e dos Jogos Paralímpicos de Inverno”.

Ainda segundo o DW, tais medidas, que darão à polícia russa o direito de revistar suspeitos e realizar buscas nestas zonas proibidas, se por um lado têm por objetivo reforçar a segurança durante as Olimpíadas, por outro visam impedir manifestações de ativistas contrários à lei russa que proíbe a propaganda de relações sexuais não tradicionais para menores, assinada por Putin em junho do corrente ano.

Diante desta polêmica e de toda a repercussão negativa causada na comunidade internacional, havendo, inclusive, ensejos no sentido de se propor um boicote aos “Jogos Olímpicos de Sochi», por parte de alguns países, iniciativa que foi prontamente rechaçada por Barack Obama e por David Cameron (“Primeiro Ministro Britânico”), o presidente do “Comitê Olímpico Internacional” (COI), Jacques Rogge, solicitou às autoridades russas explicações sobre esta lei – denominada pela mídia internacional de “Lei Antigay” – e como a mesma poderia causar impactos nas “Olimpíadas de Sochi”.

Em resposta, o vice primeiro ministro russo, Dmitry Kozak, enviou uma carta ao COI afirmando que a Rússia respeita plenamente os ditames da “Carta Olímpica”, a qual proíbe toda e qualquer espécie de discriminação, e cumprirá, integralmente, as obrigações firmadas com o COI. Em adição, Kozak enfatiza que as leis russas não impõe restrições à preferência sexual dos indivíduos, bem como proíbem discriminações. No entender de Vitaly Mutko, Ministro dos Esportes russo, a “Lei Antigay” apenas visa proteger a formação das crianças e adolescentes russos, cuja sexualidade ainda não se encontra totalmente definida, e não irá afetar os atletas participantes das “Olimpíadas de Sochi”.

————————–

Imagem As Polêmicas Olimpíadas de Sochi 2014” (Fonte):

http://no220.files.wordpress.com/2012/10/sochi_2014_mountains.jpg

————————–

Fontes Consultadas:

[1] Ver:

SANTOS, M. A. Esporte e Relações Internacionais: A Diplomacia Futebolística Como Ferramenta de Soft Power – O Caso do Brasil. Dissertação de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais da UERJ/PPGRI-UERJ. Apresentada em novembro de 2011.

————————–

Ver também:

http://www.dw.de/putin-pro%C3%ADbe-manifesta%C3%A7%C3%B5es-durante-jogos-ol%C3%ADmpicos-de-inverno/a-17042950

Ver também:

http://www.d24am.com/esportes/mais-esportes/russia-promete-nao-discriminar-gays-nas-olimpiadas-de-inverno/93929

Ver também:

http://www.conjur.com.br/2013-ago-19/lei-considerada-antigay-russia-sofre-pressao-internacional

 

Enhanced by Zemanta
Tags:
Mario Joplin - Colaborador Voluntário

Mestre em Relações Internacionais pela UERJ, Especialista em História das Relações Internacionais e Bacharel em Ciências Econômicas pela UFRJ. Possui experiência na área de Economia, com ênfase em Economia Política Internacional e Formação Econômica Brasileira. Foi bolsista de FAPERJ por um ano e Bolsista de Vocação para Diplomacia do Instituto Rio Branco (IRBr) por 4 (quatro) anos. Áreas de interesse: Esporte e Relações Internacionais; Diplomacia Futebolística; e Soft Power e Política Externa.

  • 1

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.