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Somália: Al-Shabab novamente causa terror em Mogadíscio

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Dois carros-bombas foram detonados em Mogadíscio (capital e a maior cidade da Somália), em 7 de julho de 2018, pelo grupo terrorista al-Shabad, causando 10 mortes e, ao menos, 20 feridos. O grupo islamista posicionou um dos carros armadilhados junto ao edifício do Ministério do Interior somali e o outro veículo próximo ao Palácio Presidencial. Houve também um confronto de duas horas com troca de tiros entre terroristas islâmicos e forças somalis, o qual resultou na morte dos primeiros. 

Treinamento de tropas ugandenses, 2012

Há aproximadamente 12 anos que esses militantes terroristas, os quais possuem ligação com a al-Qaeda desde 2012, tentam dominar o poder na Somália e instituir a Sharia como lei local. Parte do país – Centro e regiões do Sul – já ficou sob seu domínio. Em 2006, a capital, Mogadíscio, foi tomada pelo grupo, sendo libertada apenas em agosto de 2011. Os militantes foram expulsos também das outras áreas invadidas, porém ainda influenciam e causam ondas de violência que assolam a Somália até os dias de hoje.

Suspeita-se que o ataque de abril de 2018 ao estádio de futebol em Barawe, durante a partida entre os times Elmen e SYL, como também a explosão próxima ao hotel Weheliy, em março (2018), tenham sido de sua autoria. No primeiro, jogadores e torcedores foram vítimas de um dispositivo posicionado no setor VIP do estádio, possivelmente com a pretensão de atingir autoridades. Em 14 de outubro de 2017, a organização vitimou 512 pessoas no maior atentado terrorista que a Somália já teve, atingindo hotéis, restaurantes e edifícios do Governo.

A atuação deste grupo terrorista estende-se por outros países africanos, tais como o Quênia, o qual, no ano de 2015, teve o campus da Universidade de Garissa atacado, resultando em 147 estudantes cristãos mortos, em sua maioria, pois os terroristas questionaram a religião de suas vítimas, em um segundo momento do massacre. O mesmo procedimento foi usado no ataque ao ônibus em 2014, cujas vítimas eram cristãos. Em 2013, o alvo do ataque foi o shopping center de Nairóbi. Recentemente, em março de 2018, policiais e soldados quenianos foram mortos pelos terroristas. Em abril do mesmo ano, soldados “peacekeepers da União Africana (UA) também foram vítimas.

Um ataque suicida duplo em Kampala, Uganda, atingiu torcedores que assistiam à final da Copa do Mundo de 2010. O país foi escolhido pelos terroristas porque soldados ugandenses compunham as tropas da missão “peacekeeping”, Amisom da União Africana, usadas no combate ao grupo.

A influência e ameaças de fundamentalistas islâmicos não cessam em sua tentativa de desestabilizar países africanos. Em Mocímboa da Praia,  Moçambique,  suspeita-se que a autoria dos ataques de 2017 tenham correlação com grupos que foram treinados pela al-Shabab, da mesma forma que outros grupos que atuam no continente africano. Deve-se destacar, no entanto, que foi formado um outro grupo com a mesma denominação, porém supostamente sem ligação com a organização somali, o qual decapitou pessoas em maio de 2018 na região de Cabo Delgado. 

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Bandeira da Somália” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Somália#/media/File:Flag_of_Somalia.svg

Imagem 2Treinamento de tropas ugandenses, 2012” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/African_Union_Mission_to_Somalia#/media/File:USMC-120816-M-ZZ999-207.jpg

Bianca Del Monaco - Colaboradora Voluntária

Bianca Del Monaco, advogada, mestranda em Direito dos Negócios pela Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), LL.M em International Crime and Justice na Universidade de Turim (UNITO) e United Nations Interregional Crime and Justice Research Institute (UNICRI), especialista em Relações Internacionais e Política pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), pós-graduação em Direito e Economia do Comércio Internacional da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), pós-graduação em Contratos Internacionais Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), bacharel em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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