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“The Street Child World Cup”: jogando por um futuro melhor

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Enquanto todos os holofotes, obras, recursos e preocupações se encontram predominantemente voltadas para a “Copa do Mundo FIFA 2014”, suscitando manifestações e protestos de grande parte da população brasileira, indignada com o descaso dos governantes para com as necessidades básicas e anseios do povo, praticamente nenhuma atenção tem sido dada para uma outra “Copa do Mundo de Futebol”, de acentuada importância para o futuro de inúmeros países: a “The Street Child World Cup”, a ser realizada no “Rio de Janeiro”, no período de 28 de março a 6 de abril deste ano. Mais do que um mero jogo, a “The Street Child World Cup” se utiliza do poder do futebol como um instrumento de inclusão social para levar adiante o trabalho de proteção a crianças de rua dos mais diversos países do mundo.

Em associação com a ONG internacional “Save The Children”, a “The Street Child World Cup” é um movimento global que tem por objetivo dar proteção e oportunidades a crianças de ruas, direitos estes que todas as crianças merecem possuir, tirando-as das ruas e dando a estas condições para que tenham um futuro melhor. Tendo sido realizada pela primeira vez em 2010, na “África do Sul”, antecedendo a “Copa do Mundo FIFA de 2010” e disputada neste mesmo país, a “Street Child World Cup” reuniu cerca de 230 crianças de 19 países do mundo. Na ocasião, sob o conceito de uma “Copa do Mundo” que incluísse e não excluísse as crianças de rua, foi levada a cabo uma campanha visando por fim às prisões ilegais de crianças de rua, a qual também contou com a adesão da FIFA. Durante o torneio, que foi considerado um sucesso internacional, foi elaborada por e para crianças a “Declaração de Durban”, a qual foi apresentada ao “Comitê de Direitos Humanos da ONU” e aos governantes dos países que se fizeram presentes no torneio.

Em sua segunda edição, mais uma vez antecedendo a realização da “Copa do Mundo FIFA”, a “The Street Child World Cup” já passa a abordar questões de gênero, ampliando o escopo do torneio que, agora, terá também uma competição exclusiva para garotas, que será composta por 10 equipes, com faixa etária entre 14 e 17 anos. A meta aqui é combater estereótipos de gênero, mudar percepções acerca da participação de meninas no esporte e lutar contra a violência pela qual inúmeras garotas que moram nas ruas constantemente passam. Cumpre registrar, também, que a “Rio 2014” não será apenas uma simples competição de futebol, haja vista que serão realizadas conferências, haverá uma exposição de arte e visitas culturais guiadas para todas as crianças de rua participantes da “The Street Child World Cup”.

Importante ressaltar que aThe Street Child World Cupconta com o apoio de inúmeras personalidades do universo futebolístico tais como o ex-jogador inglês David Beckham; Sir Alex Ferguson, ex-treinador doManchester United”; Pelé; o ex-jogador ucraniano Andriy Shevchenkodentre outros. E todos comungam do mesmo princípio: ajudar as crianças de rua a terem, por intermédio do futebol, um futuro melhor.

Dar às crianças de rua um canal para que se manifestem e exerçam seus respectivos direitos, voz para que possam lutar por mudanças e por um futuro melhor: isto é o que os 19 países que disputarão a segunda edição daThe Street Child World Cupalmejam. E quanto ao legado do evento – mais que promessas não cumpridas e obras prometidas, mas nem sequer iniciadas ou terminadas em prazo hábil –, há o empowerment destas crianças, muitas deixando para trás a condição de crianças de rua e retornando a seus antigos lares, ou mesmo vivenciando novos ares e oportunidades de vida, algo da máxima importância.

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ImagemFutebol: muito mais que um simples jogo!” (Fonte):

http://streetchildworldcup.org

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Fonte Consultada:

http://streetchildworldcup.org

Mario Joplin - Colaborador Voluntário

Mestre em Relações Internacionais pela UERJ, Especialista em História das Relações Internacionais e Bacharel em Ciências Econômicas pela UFRJ. Possui experiência na área de Economia, com ênfase em Economia Política Internacional e Formação Econômica Brasileira. Foi bolsista de FAPERJ por um ano e Bolsista de Vocação para Diplomacia do Instituto Rio Branco (IRBr) por 4 (quatro) anos. Áreas de interesse: Esporte e Relações Internacionais; Diplomacia Futebolística; e Soft Power e Política Externa.

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