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Sul do Iraque protesta exigindo emprego e melhora nos serviços públicos

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Uma onda de protestos emergiu na cidade de Basra, no sul do Iraque, e avançou para diversas regiões austrais do país. Basra possui cerca de 70% das reservas iraquianas comprovadas e tem uma taxa de desemprego de aproximadamente 30%, de uma população de 4 milhões. Outros fatores como a falta de energia elétrica, os escassos e ineficientes serviços de distribuição de água potável e coleta de lixo levaram os iraquianos às ruas.

Mapa do Iraque e suas principais cidades

Este cenário enfrentado por Basra pertence à realidade de outras cidades iraquianas que enfrentam as mesmas dificuldades há anos. Após a invasão dos Estados Unidos em 2003 e a consequente queda de Saddam Hussein, o país atravessou uma série de supostos desvios de dinheiro, conforme foi confirmado pela agência auditora enviada pelo Congresso Norte-americano. Evidenciou-se também que foram relegados projetos de melhora na infraestrutura, nos serviços públicos e desconsiderados planos de investimento para revitalização da economia local, o que, consequentemente, impossibilitou a criação de novos empregos.

Oficialmente, a taxa de desemprego no Iraque alcança 10,8%. No entanto, esta cifra entre os jovens dobra seu número, considerando que 60% da população iraquiana tem menos de 24 anos. As oportunidades laborais no país se restringem ao setor petroleiro, o qual representa 89% do orçamento do Estado e 99% das receitas de exportação, porém significam apenas 1% dos empregos, uma vez que grande parte dos cargos é ocupado por estrangeiros.

Conforme afirmação do professor de Ciência Política da London School of Economics, Saad Jawad, o primeiro-ministro Al-abadi “é fraco politicamente e ressalta o papel do Irã na crise, após retirada dos Estados Unidos do acordo nuclear e o possível retorno das sanções ao país persa”. Confirmando essa apreciação de Jawad, o mandatário tem afirmado que, “Desde que o Irã foi colocado em um canto economicamente, eles estão cortando todo o fornecimento de eletricidade e abastecimento de água para o Iraque, que normalmente estavam indo bem, e isso também está criando um problema”.

Centenas de manifestantes invadiram os edifícios dos governos locais. Já na cidade de Najaf, a marcha exigindo o fim da suposta interferência iraniana foi seguida de uma ocupação no aeroporto. Confrontos com as forças de segurança do governo resultaram na morte de 3 pessoas e 15 feridos.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Protestos de 2013” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/File:Iraq_Sunni_Protests_2013_6.png

Imagem 2Mapa do Iraque e suas principais cidades” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/File:Iraq_-_Location_Map_(2013)_-_IRQ_-_UNOCHA.svg

Tamara Sopelsa - Colaboradora Voluntária

Bacharela em Relações Internacionais pela Universidade do Vale do Taquari (UNIVATES). Dentre as área de interesse estão Segurança Internacional, Geopolítica e estudos sobre o Oriente Médio. Escreve no CEIRI Newspaper sobre o Oriente Médio, particularmente sobre Irã e Iraque.

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