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“Superbactéria” é identificada nos EUA em um segundo paciente

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No ano passado (2015), foi detectada na China uma bactéria resistente a Colistina, um antibiótico considerado mais forte e de último recurso contra as doenças mais graves. A descoberta da superbactéria ocorreu em território chinês durante exames de rotina com porcos que seriam destinados à alimentação. Foi o professor Liu Jian-Hua, da Universidade Agrícola de Catão, juntamente com outros colegas cientistas, que descobriram durante as análises que, além do MCR-1 ser uma bactéria resistente, ela também tinha a capacidade de se propagar para outras bactérias rapidamente. Mais tarde, em duas províncias da China, Guangdong e Zhejiang, a bactéria foi encontrada em 1.300 pacientes hospitalizados naquelas regiões.

O primeiro paciente detectado nos EUA com a doença foi uma mulher, de 49 anos, da Pensilvânia, que sofria de infecção urinária. Diferente de outras infecções, esta foi provocada pela mutação da bactéria E. Coli com este tipo de gene raro, o chamado MCR-1, que a torna imune a qualquer medicamento. No último dia 27 de junho (segunda-feira passada), a doença foi novamente detectada no EUA, dessa vez em Nova York.

Pesquisadores dos EUA e de todo o mundo vem monitorando os movimentos desse gene desde que ele foi descoberto. Contudo, segundo o cientista Lance Price, da Universidade George Washington, o risco é certo e “estamos muito perto de ver o surgimento de anterobactérias que serão impossíveis de tratar com antibióticos”.

Devido isso, no mês de maio (2016), o Governo estadunidense e os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) comunicaram a criação de uma rede de laboratórios especializados em tratamentos contra superbactérias resistentes a antibióticos. Ela deve funcionar no próximo semestre. Outros países como a França, China, Japão e Singapura também estão se preparando, mas, de acordo com outro cientista, chamado Patrice Nordmann, do hospital Bicetre, da França “Por enquanto não sabemos quão rapidamente o fenômeno está se espalhando (…). Pode levar meses ou anos, mas o certo é que se espalhará”.

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ImagemColistin”(Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Colistin

Ana Raquel Cordeiro - Colaboradora Voluntária Júnior

Graduada em Relações Internacionais (2014) pela Universidade da Amazônia – PA e profissionalmente atua com gestão de empresas. Áreas de interesse em pesquisa são em Marketing e mídias Internacionais, Conflitos bélicos e étnicos de interesse internacional, dentre outros.

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