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[:pt]Suspenso o Acordo de Reconversão de Plutônio entre Rússia e EUA[:]

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Conforme vem sendo disseminado na mídia, a relação entre os Estados Unidos (EUA) e a Federação Russa passam por momentos de grande turbulência. Há divergências profundas entre os governos, principalmente no que diz respeito à solução do conflito na Síria, em que os norte-americanos acusam os russos de negligenciarem os direitos humanos naquele país. Em contrapartida, os russos acusam o Governo do presidente estadunidense Barack Obama de interferência política.

Devido aos altos e baixos entre os dois Estados, foi anunciado no início deste mês, em 3 de outubro, a suspenção do Acordo de Reciclagem de Plutônio. A decisão foi tomada pelo presidente russo Vladimir Putin. O Acordo foi firmado no ano de 2000 pelo mandatário da Rússia e por Bill Clinton, o Presidente dos EUA naquele momento. Nele, foi acertado que ambos os países reciclariam 34 toneladas de plutônio dos grandes arsenais herdados da Guerra Fria, para o transformarem em combustível para centrais nucleares. O Tratado entraria em vigor a partir de 2018.

Putin justificou que a suspensão ocorreu por conta da “mudança radical de circunstâncias” além do surgimento de ameaças relacionadas a instabilidade estratégica e ações “inamistosas” dos EUA para com a Rússia. Acrescentou ainda, por meio do Porta-Voz do Kremlin, Dmitri Peskov, que os EUA estavam se mostrando “incapacitados de assegurar o respeito das suas obrigações”.

Dias após a decisão de Putin, na última quarta-feira, 19 de outubro, o Parlamento russo aprovou de forma quase unanime, com apenas uma abstenção, a suspensão do Tratado de reconvenção de plutônio em combustível nuclear com os EUA. A decisão também foi a forma pacífica encontrada pela Rússia de se expressar contra as sanções aplicadas por Washington, pelos supostos bombardeios russos contra a segunda maior cidade da Síria, Aleppo, os quais ocorreram no mês anterior, setembro de 2016.

Antes da decisão do Parlamento, no dia 17, segunda-feira passada, o Vice-Ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov, havia dito à imprensa que os passos hostis dos EUA em relação a Rússia “não ficariam sem repostas”, e que “os norte-americanos poderiam se deparar com uma nova realidade, diferente da que estão acostumados”. Ryabkov ainda responsabilizou diretamente os EUA pelo agravamento nas relações bilaterais entre os dois países, no que se refere a encontrarem soluções para o fim do conflito na Síria.

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ImagemVladimir Putin com Bill Clinton” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Vladimir_Putin_with_Bill_Clinton-1.jpg

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Ana Raquel Cordeiro - Colaboradora Voluntária Júnior

Graduada em Relações Internacionais (2014) pela Universidade da Amazônia – PA e profissionalmente atua com gestão de empresas. Áreas de interesse em pesquisa são em Marketing e mídias Internacionais, Conflitos bélicos e étnicos de interesse internacional, dentre outros.

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