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Tendências da terciarização da economia global: principais setores de “Investimento Estrangeiro Direto”

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Nos últimos anos, as tendências de “Investimento Estrangeiro Direto” (IED) têm possibilitado uma análise mais aprofundada de mudanças na economia global. Isso decorre do fato de que o IED representa um aporte financeiro, físico e organizacional das empresas multinacionais em criar, aumentar ou desenvolver sua estrutura produtiva nos países que o recebem. Desta forma, aqueles setores que têm tido uma participação maior no volume de IED representam as apostas destas empresas para um futuro de médio e longo prazo.

Segundo o “Relatório de Investimento Estrangeiro Direto 2013” (fDi Report 2013)[1], produzido pelo grupo inglês “Financial Times”, que é um dos principais termômetros atuais de IED, há uma tendência de terciarização* da economia global, o que significa afirmar que o volume de investimentos passa agora a se concentrar na área de serviços, destacando-se que nos últimos cinco anos ele tinha se concentrado na formatação de plataformas industriais em diversos países.

Entre os cinco principais setores da economia que apresentaram o maior volume de IED no mundo, os dois primeiros são da área de serviços ou da economia do conhecimento, ou seja, áreas com pouco investimento pesado em máquinas, equipamentos e plantas, mas principalmente na área de capacitação pessoal e de tecnologia.

Os setores de serviços financeiros e para negócios e tecnologia da informação e comunicação somaram 43,68% de todo o IED realizado. Isso se reflete em diversos países. Na América Latina, por exemplo, 275 projetos de “Investimentos Externos Diretos” foram provenientes desta área e representaram 52,64% do investimento realizado na região. Na região da Ásia-Pacífico, o volume de operações deste tipo chegou a 923 projetos.

Esta tendência de terciarização da economia representa duas grandes mudanças na economia global. Em primeiro lugar, com o avanço da globalização e a forte presença de indústrias em novas regiões do globo (sejam elas estrangeiras ou nacionais), o setor terciário tende a se despolarizar, criando ramificações também em países fora do centro financeiro global, pulverizando a sua atuação e atingindo um maior espectro de regiões do mundo.

E, em segundo lugar, este tipo de investimento representa, através desta pulverização, um maior nivelamento das atividades econômicas entre os diversos países ainda que haja grande disparidade econômica. A crise econômica, que se torna cada vez mais política na Europa, e a lenta retomada do crescimento nos “Estados Unidos” fazem com que os chamados “greenfields”, ou “campos para exploração”, para empresas também do setor terciário estejam localizados nos novos pólos de desenvolvimento econômico.

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* Segundo uma das mais utilizadas divisões da Economia, as atividades produtivas estão divididas em três setores: o primário, relacionado à agricultura; o secundário, relacionado à indústria e manufatura; e o terciário, relacionado à área de serviços.

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Imagem (Fonte):

http://www.cincodias.com/recorte.php/20110112cdscdseco_4/XLCOV467/Ies/Ilustracion_mundo_cubo_rubik.jpg

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[1] Ver:

http://www.fdiintelligence.com/Custom/Special-Reports/fDi-Report-2013#microsite

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Gustavo Blum - Colaborador Voluntário

Mestrando em Geografia pela Universidade Federal do Paraná, com Especialização de Gestão de Projetos pela FAE Business School e Internacionalista formado pelo Centro Universitário Curitiba. Tem experiências nas áreas acadêmica e institucional, em análise e criação de cenários políticos e econômicos, oportunidades e desafios públicos e privados. Atualmente, é responsável pela área de Relações Institucionais da Câmara Americana de Comércio para o Brasil em Curitiba (AMCHAM Brasil - Curitiba).

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