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[:pt]Tensão entre argentinos: o Papa Francisco e o presidente Macri[:]

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A relação entre o Papa Francisco e o presidente Mauricio Macri não é próxima há algum tempo. Tal afastamento vem ocorrendo desde que o Pontífice ainda era Jorge Mario Bergoglio, e celebrava missas como arcebispo de Buenos Aires, na Catedral Metropolitana, e Macri ocupava o cargo de Chefe de Governo da capital argentina, Buenos Aires.

Há rumores de que o Papa preferia que o candidato de Cristina Kirchner, Daniel Scioli, tivesse vencido as eleições, o que esfria ainda mais essa relação, já que, na época em que foi eleito, a ausência dos cumprimentos do Pontífice ao então novo presidente Macri foi questionada e o Vaticano preferiu não comentar o assunto, conforme publicado pelo Jornal Folha de São Paulo.

Especialistas em religião e política afirmam que as divergências entre Macri e Francisco aparecem porque os discursos deles são muito diferentes. Enquanto o Presidente adota uma política favorável ao capitalismo, o papa condena a globalização e o que é chamado por neoliberalismo, fato que realça a falta de ligação na relação de ambos.

Além disso, outro fato é que o Papa rejeitou uma doação milionária do Presidente argentino, que, através de Decreto, havia ordenado a doação de 16,67 milhões de pesos, cerca de R$ 1,1 milhão de dólares, para financiar a rede mundial Scholas Occorrentes, “que é promovida pelo papa Francisco para a inclusão educativa e paz”.

Por causa disso, segundo o economista e analista Carlos Fernandes, no site Diário do Centro do Mundo, “o presidente passou por um constrangimento de proporções internacionais com a recusa do papa, já que a doação seria uma forma de ‘comprar’ a simpatia do Vaticano em relação ao governo argentino que sofre de uma avassaladora onda de impopularidade com a população argentina”.

Por fim, o Papa Francisco recebeu o presidente Mauricio Macri no Vaticano em fevereiro deste ano (2016), pela primeira vez, após o Presidente assumir o Governo. A intenção de Macri era suavizar e estreitar o relacionamento com o Francisco, realizando uma visita de cortesia, mas a emenda saiu pior que o soneto”. O encontro durou apenas 22 minutos, com fotos mostrando o Papa, normalmente carismático, muito sério e frio.

O Jornal Perfil destacou que o Pontífice não deverá viajar à Argentina em 2017, como se esperava, ressaltando-se que ele nunca esteve no país, desde que assumiu o principal posto da Igreja Católica, em 2013. Eu não tenho nenhum problema com o presidente Macri. Não gosto de conflitos. Já cansei de repetir isso. Ele me parece uma pessoa bem nascida, uma pessoa nobre”, afirma o Papa Francisco, sempre que é perguntado sobre o assunto na imprensa internacional. Entretanto, os fatos demonstram que esse imbróglio ainda está longe de ter um fim e que, com o passar do tempo, à relação está ficando cada vez mais fria e estremecida.

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Imagem (Fonte):

http://www.scoopnest.com/pt/user/infobae/677537880147943426

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Jamile Calheiros - Colaboradora Voluntária

Bacharel em Relações Internacionais e Direito, com especializações em Direito Público Municipal e em Política e Estratégia. Aluna especial no Mestrado Acadêmico em Administração pela UFBa. Possui experiência na área jurídica adquirida em estágios em escritórios de advocacia, Petrobrás, Assembléia Legislativa e Câmara dos Deputados. Tem experiência internacional, em Dublin – Irlanda. Diretora Institucional da BBOSS. Voluntária [email protected] - Project Management Institute – Capítulo Bahia, Diretoria de Alianças e parcerias desde Agosto de 2015.

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