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“Terceiras Consultas Políticas Ministeriais China-África” ocorrem em Nova York

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No passado dia 23 de setembro, ocorreu emNova Yorko terceiro encontro de concertação política entre a África e a China[1]. As outras duas reuniões entre diplomatas africanos e chineses tiveram lugar em 2007 e 2010 no mesmo local, sede da “Organização das Nações Unidas” (ONU), e sempre ocorrem à margem da “Assembleia Geral da ONU”. Estes encontros visam principalmente consolidar as relações sino-africanas.

Sob o lema “Implementação dos resultados da Quinta Conferência Ministerial do FOCAC” (sigla inglesa para “Fórum de Cooperação China-África”) [realizada em Pequim em Julho de 2012], com vista a promover o desenvolvimento comum da China e da África”[2], os “Ministros dos Negócios Estrangeiros” da “África do Sul” e da China, Maite Nkoana-Mashabane e Wang Yi, respectivamente, lideraram a reunião que contou com mais de 40 “Ministros dos Negócios Estrangeiros” africanos[3].

Dirigindo-se aos seus homólogos, Wang Yi destacou as três grandes vantagens que a China tem para desenvolver relações com o continente africano. Na verdade, ele parafraseou um dos Ministros que dissera: primeiro, “a China não tem a história do colonialismo na África e nunca interferiu nos assuntos internos da África[4]; segundo, “a China tem demonstrado ao mundo que a China é uma amiga sincera e desinteressada da África, com suas ações, como a assistência da China e do investimento em África[4]; terceiro, “a China está participando cada vez mais nas operações de manutenção da paz na África para ajudar a África a resolver os conflitos regionais[4]. Sintetizando as três vantagens, Wang apontou a “sinceridade da China e confiança mútua China-África[4].

As duas partes discutiram sobre o reforço da coordenação e cooperação em assuntos internacionais e regionais; também a cooperação África-China na vertente da paz e segurança no continente africano e a busca da cooperação win-win entre a África e China. Mas os principais aspectos do encontro constam dos 22 pontos do “Comunicado Conjunto da terceira rodada de consultas políticas entre China e África de Ministros dos Negócios Estrangeiros[5].

A importância do FOCAC como o principal instrumento da cooperação o país e o continente é apontada no “Comunicado Conjunto” e especial menção é feita pela parte africana pelo fato de a China introduzir novas medidas de cooperação em áreas prioritárias no contexto da “Quinta Conferência do FOCAC”: investimento e financiamento; assistência; integração africana; intercâmbios entre os dois povos; além de paz e segurança na África. Por isso, se elogia a “Declaração de Pequim da Quinta Conferência Ministerial do FOCAC” e o respectivo “Plano de Ação de Pequim (2013-2015)[6].

O ataque terrorista em Nairobi, capital do Quênia, também foi abordado pelos delegados africanos e chineses que energicamente condenaram-no, expressaram o seu apoio ao governo e povo daquele país da “África Oriental” e chamaram a comunidade internacional para juntar forças na luta contra o terrorismo em todas as suas formas, além de ajudar a África nos seus esforços de manter a paz e a segurança[7].   

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Imagem (Fonte):

http://www.fmprc.gov.cn/eng/zxxx/t1080815.shtml

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://news.xinhuanet.com/english/china/2013-09/24/c_132746084.htm

[2] Ver:

http://www.fmprc.gov.cn/eng/zxxx/t1080313.shtml

[3] Ver:

http://www.globaltimes.cn/content/813836.shtml#.UkxB2YbEcb_

[4] Ver:

http://www.chinaembassy.se/eng/xwdt/t1080833.htm

[5] Ver:

http://www.fmprc.gov.cn/eng/zxxx/t1080313.shtml

[6] Ver:

http://www.fmprc.gov.cn/eng/zxxx/t1080313.shtml

[7] Ver:

http://www.fmprc.gov.cn/eng/zxxx/t1080313.shtml

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Jorge Nijal (Moçambique) - Colaborador Voluntário

De Nacionalidade Moçambicana, é mestrando em História do Mundo no Instituto de Estudos Africanos da Universidade Normal de Zhejiang, na China. Graduado em História pela Universidade Eduardo Mondlane em Maputo (2007). Possui experiência na docência de disciplinas de História Geral e da África Austral. Interesses: História de Moçambique, relações China-Moçambique, política externa chinesa no nordeste e sudeste da Ásia, relações China-África, cultura cibernética popular na China. Fala Português, Inglês, Francês e conhecimento razoável de chinês.

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