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Termina o “Fórum de Cooperação entre China e África”

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Terminou na terça-feira, dia 28 de agosto, em Beijing, capital da China, o primeiro “Fórum de Cooperação entre os Governos Locais China-África”, um Fórum que enriquecerá mais as relações entre a potência asiática e o continente africano.
Os Fóruns entre chineses a africanos estão sendo constantes, assim como o crescimento do investimento da China na região, a exemplo dos que estão ocorrendo em Angola, Moçambique e “Cabo Verde”, países que tem uma grande presença chinesa em empreendimentos de infra-estrutura, além de outros setores da economia. A imagem chinesa está forte, apesar de outros países também estarem investindo pesado no continente e se tornando seus concorrentes diretos.

Em Moçambique, por exemplo, a Índia iniciou um processo de investimentos bilionários, mas para os investidores e empreendedores da China, a África ainda tem mais mercados receptivos a serem explorados. Neste momento, Beijing está envolvida em obras em Nairobi, capital do Quênia.

Tal qual tem ocorrido ao longo dos últimos anos, sua presença neste lugar também é mais intensa em obras de infra-estrutura, como na construção de rodovias e no aeroporto internacional queniano, que está em expansão. Porém, além deste tipo de empreendimento, conjuntos habitacionais e a mídia do país também se tornaram grandes alvos de Beijing.
Hoje, muitos dos meios de comunicação local apresentam diversos artigos em inglês, proveniente da Agência oficial de notícias chinesa Xinhua. A CCTV e a mais nova investida da agência Xinhua, a “CNC World”, estão presentes nos televisores de todo o Quênia.
Contudo esta expansão tem recebido críticas. Abebe Gellaw, produtor da “Ethiopia Satellite Television”, citado pelo jornal “Hoje Macau”, declarou de forma incisiva: “Os chineses não estão interessados em trazer liberdade de informação e de expressão para a África”*.
Em todo o continente africano, a expansão chinesa está baseada em seu grande poder financeiro, em recursos para obras de infra-estruturas, mas o principal diferencial está no envolvimento com a cultura local, algo que deixa os chineses muito à frente dos demais países com negócios na África.
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Fonte:

* Ver:

http://hojemacau.com.mo/?p=38713

Ver também:
http://portuguese.cri.cn/561/2012/08/28/1s155476.htm

Tags:
Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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