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[:pt]Tour de Xi Jinping pela América do Sul em reforço às relações entre a China e a América Latina[:]

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Entre os dias 17 e 23 de novembro, o presidente chinês Xi Jinping visitou países da América do Sul, iniciando pela Colômbia, passando pelo Chile e encerrando sua agenda no Peru. A relação entre chineses e países das Américas vem crescendo bastante desde o início dos anos 2000, como foi o caso do Brasil, em 2001, e, desde então tornou a região importante para a economia chinesa, bem como aumentou a importância da China para economia dos países latino-americanos, cujas relações têm potencial de crescimento em médio e longo prazos.

Não à toa que os Estados da região ganham importância para a economia chinesa, pois, desde 2014, o país se tornou o segundo maior parceiro comercial da America Latina, atrás apenas dos Estados Unidos e, por conta disso, a área recebeu notoriedade para os investimentos chineses. Atualmente, uma das ideias está no investimento em infraestrutura na região para aumentar as exportações latino-americanas para o mercado interno da China, o qual tem mais de 1 bilhão de consumidores, algo que pode atrair quaisquer investidores estrangeiros, de acordo com seus seguimentos de comércio.

No Peru, o Presidente chinês declarou: “A China e a América Latina já estão no novo ponto de partida da história. Vamos construir bem o grande navio de destino comum para orientar as relações amistosas bilaterais a um novo trajeto. Para isso, dou as seguintes sugestões: primeira, erguer em alta a bandeira de desenvolvimento pacífico, fazendo com que o navio viaje com estabilidade e à longa distância; segunda, impulsionar o acoplamento das estratégias de desenvolvimento, fazendo com que o navio navegue de vento em popa; terceira, acelerar as cooperações para que o navio carregue plenamente a prosperidade; quarta, compartilhar os frutos das cooperações, para que o navio beneficie os povos chinês e latino-americano”.

Confiante nos dados estatísticos e nas autoridades chinesas responsáveis pelo planejamento econômico do país, ele ainda afirmou: “Nos próximos cinco anos, o valor das importações da China atingirá os US$ oito trilhões, o país utilizará US$ 600 bilhões de capitais estrangeiros e investirá US$750 bilhões no exterior, e terá 700 milhões de turistas chineses ao estrangeiro. Tudo isso oferecerá mercados mais amplos, capitais mais suficientes, produtos mais ricos e oportunidades mais preciosas para os países latino-americanos e outros países em desenvolvimento do mundo. Sejam bem-vindos a pegar a carona do desenvolvimento da China e vamos realizar o desenvolvimento comum”.

O momento econômico de muitos países do continente americano é negativo e as incertezas no mercado global com a mudança de líderes de importantes nações podem favorecer o fortalecimento da presença chinesa na região. O Chile é um potencial porto de entrada de produtos chineses na região e, hoje, a relação China-Chile ultrapassa os 30 bilhões de dólares anuais, com grande potencial para aumentar estas cifras.

A visita do líder chinês aos países sul-americanos rendeu dezenas de acordos bilaterais, chegando alguns analistas a cogitar que o Brasil estaria deixando o posto de grande parceiro de Beijing, decorrente das incertezas geradas por problemas políticos e econômicos, bem como decorrentes das possíveis mudanças na linha de preferência dos atuais líderes em Brasília.

Conforme apontam especialistas, a China não pode ser ignorada no atual cenário econômico internacional. Seus pequenos resultados positivos resultam em confiança em investidores no mundo todo e cada passo dado pelas autoridades chinesas fora de seu país é muito bem planejada em médio prazo. No momento, apenas se pode esperar a virada de ano e os governos fecharem seus balanços, apresentando os resultados econômicos anuais que, geralmente, fecham no mês de março, assim será possível ter bases estatísticas para poder calcular, com maior grau de confiança, uma possível carona no desenvolvimento da China e poder abraçar as palavras do presidente Xi Jinping.

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ImagemChinese President Xi Jinping (C) attends the 24th APEC Economic Leaders Meeting in Lima, Peru, Nov. 20, 2016” (Fonte Reprodução Xinhua/Ju Peng):

http://news.xinhuanet.com/english/2016-11/24/c_135853704_2.htm

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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