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Transformação social de prisioneiros por meio do Rugby

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O esporte é mais uma vez utilizado como ferramenta importante de transformação social. A Federação Italiana de Rugby (FIR) e o Departamento de Administração Penitenciária (DAP) celebraram, no início de fevereiro de 2018, em Roma, um ato de colaboração que visa melhorar as condições de vida da população detida e promover a reabilitação dos prisioneiros locais.

De acordo com este documento, o objetivo do projeto é “reforçar o ditame constitucional na parte relativa à função reeducativa da sentença, levando em conta os valores de compartilhamento, pertencimento e respeito que caracteriza a disciplina esportiva do rugby”.

Time entra em campo para partida válida pela Série C do Campeonato Italiano de Rugby

Tal iniciativa já abrange 15 instituições penitenciárias distribuídas em todo o território e conta com duas equipes, formadas exclusivamente por detentos, disputando a Série C do campeonato italiano: La Drola, de Turim, e Giallo Dozza, de Bologna. A primeira partida entre dois times penitenciários de rugby foi realizada em 2016, quando os jogadores de La Drola foram transferidos até Bologna para enfrentar o time da cidade, de onde Giallo Dozza saiu vitorioso.

Todos os jogos contra adversários externos são realizados dentro das próprias instituições reformatórias, após “requalificação de ambientes e espaços a serem utilizados para atividades esportivas” sob responsabilidade do DAP, enquanto a FIR “compromete-se a disponibilizar competências profissionais específicas e contribuir para [tal] remodelação”.

O rugby, no entanto, não foi a primeira modalidade esportiva aplicada de forma correcional na prisão de Lorusso e Cutugno – que hospeda o time La Drola –, em Turim. Pietro Buffa, diretor do presídio, já havia introduzido boxe, futebol e basquete, quando, em 2009, após uma visita à Nova Zelândia – país referência no rugby –, teve a ideia de acrescentar este esporte no rol de atividades de sua instituição.

Giallo Dozza perde para Guastalla pelo placar de 33 a 0 na temporada 2016

Uma partida experimental foi realizada em fevereiro de 2010 para mapear o interesse e a projeção dos ganhos sociais, mas a primeira partida oficial entre jogadores internos e times externos se deu apenas em outubro de 2011. Notava-se, então, o aumento das solicitações de prisioneiros de toda a Itália para fazer parte do plantel de Turim, desde que assinassem um código ético e comportamental que previa mecanismos específicos de sanção em casos de violação, visando alongar os benefícios alcançados. Segundo Walter Rista, ex-atleta encarregado pela aplicação prática do projeto, “os valores do rugby são perfeitamente adequados às necessidades dos reclusos para reabilitação”.

Por sua vez, Alfredo Gavazzi, Presidente da FIR, declarou que “o rúgbi é um esporte extraordinário, capaz, como qualquer outro, de amenizar qualquer diferença social, para fazer com que aqueles que o praticam sintam respeito pelo regulamento. Não é por acaso que o nosso esporte, apesar de suas origens nobres, é hoje uma ferramenta formidável para facilitar o processo de recuperação dos presos”.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Jogadores do time Giallo Dozza em formação antes de partida realizada no centro prisional” (Fonte):

https://www.bolognarugby1928.it/wp-content/uploads/giallodozza2016.jpg

Imagem 2 “Time entra em campo para partida válida pela Série C do Campeonato Italiano de Rugby” (Fonte):

https://www.bolognarugby1928.it/wp-content/uploads/dozza2016.jpg

Imagem 3 “Giallo Dozza perde para Guastalla pelo placar de 33 a 0 na temporada 2016” (Fonte):

https://www.bolognarugby1928.it/wp-content/uploads/dozza_17ott15.jpg

Wilson Mencaroni - Colaborador Voluntário

Pós-graduado em Gestão de Negócios Internacionais pela Business School São Paulo (BSP), Bacharel em Relações Internacionais no Centro Universitário Fundação Santo André - Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas. Bolsista pelo CNPq em 2009 com o projeto de iniciação científica "A Soberania Nacional em face dos Tratados Bilaterais: A Questão do Tratado de Itaipu". Tem experiência na área de Ciência Política, com ênfase em Atitude e Ideologias Políticas, atuando principalmente nos seguintes temas: integração, direito, democracia, segurança e negociação internacional. Em sua carreira, conquistou o cargo de Gerente de Negócios Internacionais. Está em contato com o comércio exterior, aprofundando seu conhecimento e focando suas habilidades para os procedimentos de importação. Já participou de diversas feiras internacionais, representando sua empresa, tendo a função de estreitar o relacionamento com fornecedores, investidores e clientes estrangeiros, além de trabalhar a marca da empresa e conquistar distribuições em diferentes continentes.

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