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Trípoli sob controle das Forças Armadas Libanesas

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Trípoli, a segunda maior cidade do Líbano, localizada a 30 Km da fronteira com a Síria é, hoje, uma extensão da “Guerra Civil na Síria” e o palco de combates entre a minoria alauita, apoiadora do presidente Bashar al-Assad, e a maioria sunita, apoiadora dos rebeldes. Em 1975, durante a “Guerra Civil do Líbano”, alauitas e sunitas se enfrentaram no campo de batalha e, naquela altura, os primeiros receberam amparo do Governo sírio no embate contra os segundos[7]. Em Trípoli, a rivalidade e a violência não ficaram no passado, mas, atualmente, intensificaram-se com o conflito no país vizinho.

Desde o último sábado, 30 de novembro, têm aumentado os confrontos entre os grupos rivais sendo que, até segunda-feira, de acordo com as autoridades libanesas, foram registradas doze vítimas mortais. Conforme a imprensa local, também ficaram feridas sessenta e uma pessoas, dentre as quais doze membros das “Forças Armadas[1].

Ante o agravamento da situação, o “Governo do Líbano” estabeleceu para Trípoli o controle militar durante seis meses, com a finalidade de pôr fim aos confrontos[2]. O primeiro-ministro interino do Líbano, Najib Mikati, fez a seguinte declaração a respeito da intervenção militar em Trípoli: “Nós decidimos recomendar ao Exército libanês a tomada de todas as medidas necessárias para manter a segurança em Trípoli por seis meses e colocar as forças militares, bem como policiais, sob o seu comando[3].

As medidas tomadas pelas autoridades libanesas em relação a Trípoli estão respaldadas pelo “Artigo 4º da Lei de Defesa” daquele país[4]. A decisão de pôr a cidade sob total supervisão militar se deu a partir do consenso entre o “Presidente do Líbano”, Michel Suleiman; o “Comandante das Forças Armadas”, General Jean Kahwaji, e o Primeiro-Ministro, Najib Mikati[5].

A luta sectária tem permitido agudizar a violência e tem interferido no cotidiano das pessoas, principalmente dos refugiados. Com o aumento das tensões, o Líbano também está enfrentando dificuldades com os refugiados sírios, que ultrapassam as 800.000 pessoas. No último domingo, eles foram vítimas de ataques de moradores dos arredores, que atearam fogo nas barracas. Após este episódio, muitos refugiados desmontaram os seus abrigos e passaram a noite ao relento[6].

Com o aumento das tensões no Líbano diminui a possibilidade de entendimento entre as diferentes forças políticas e religiosas que compõem a sociedade libanesa. É necessário o controle da escalada de violência, mas também é provável que as “Forças Armadas” enfrentem oposição no exercício do controle sobre Trípoli. Uma rejeição à presença dos militares na cidade levanta a hipótese do ressurgimento de embates de maiores proporções. Isto levaria o Líbano a um processo de deterioração da frágil estabilidade social e política, constituindo uma ameaça à segurança e à paz naquele país.

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Imagem (Fonte):

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/9/98/Lebanesearmyofficialflag.png

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.yalibnan.com/2013/12/02/lebanons-government-places-tripoli-security-under-the-army/

[2] Ver:

http://www.dailystar.com.lb/News/Lebanon-News/2013/Dec-02/239657-lebanon-pm-declares-tripoli-military-zone-for-6-month-period.ashx#axzz2mLsbNcet

[3] Ver:

http://www.dailystar.com.lb/News/Lebanon-News/2013/Dec-02/239657-lebanon-pm-declares-tripoli-military-zone-for-6-month-period.ashx#axzz2mLsbNcet

[4] Ver:

http://www.dailystar.com.lb/News/Lebanon-News/2013/Dec-02/239657-lebanon-pm-declares-tripoli-military-zone-for-6-month-period.ashx#axzz2mLsbNcet

[5] Ver:

http://www.reuters.com/article/2013/12/02/us-lebanon-tripoli-army-idUSBRE9B10N320131202

[6] Ver:

http://www.yalibnan.com/2013/12/02/lebanons-government-places-tripoli-security-under-the-army/

[7] Ver:

http://www.trust.org/item/20131202165936-zrluj

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Marli Barros Dias - Colaboradora Voluntária Sênior

Possui graduação em Filosofia (bacharelado e licenciatura) pela Universidade Federal do Paraná (1999), com revalidação pela Universidade de Évora (2007), e mestrado em Sociologia (Poder e Sistemas Políticos) pela Universidade de Évora (2010). É doutoranda em Teoria Jurídico-Política e Relações Internacionais (Universidade de Évora). É professora da Faculdade São Braz (Curitiba), pesquisadora especialista do CEFi – Centro de Estudos de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa (Lisboa), e pareceirista do CEIRI Newspaper (São Paulo).

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