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Ucrânia rejeita acordo de associação com a UE

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Na última quinta-feira (21 de novembro), o Governo do Primeiro-Ministro ucraniano Mykola Azarov anunciou, em Decreto, a suspensão das negociações para a criação de um acordo de associação* entre o seu país e aUnião Europeia” (UE). O Documento assegurou que a decisão tomada fora feita para “garantir a segurança nacional” e “retomar o fluxo de comércio perdido com a Federação Russa[1].

As negociações entre as partes foram marcadas por fortes pressões do Governo russo[2] para que a Ucrânia desistisse de sua aproximação com o Bloco europeu, assegurando assim a continuidade do projeto de Vladimir Putin, Presidente da Rússia, em criar a União Euro-Asiática[3].

Contudo, as pressões não se restringiram apenas ao lado russo. Uma das contrapartidas exigidas pela UE[4] foram as aprovações de reformas eleitorais e judiciais, principalmente, e uma definição referente à prisão da Ex-Primeira-Ministra do país, Yulia Tymoshenko, detida sob alegações de corrupção.

Para a UE, a prisão de Tymoshenko ocorreu por motivos políticos, na tentativa de enfraquecer a oposição política no país, e fora possível devido a ausência de imparcialidade do poder judiciário.

Um(a) funcionário(a) do corpo diplomático da UE, de forma anônima, afirmou que a decisão de Azarov fora um cálculo político-eleitoral preciso para que o seu governo não deixe de se beneficiar tanto das políticas russas, como das políticas europeias. De acordo com o(a) diplomata: “[Azarov] quer se representar como uma vítima. Disse, hoje, em Viena, que quer continuar com a integração (…). Mas o que ele realmente quer é que a UE e o [“Fundo Monetário Internacional”] FMI continuem a lhe dar dinheiro, com o propósito de frear a ação russa, para que ele possa ganhar as próximas eleições[1].

Em resposta, a “Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança”, Catherine Asthon, afirmou que a assinatura do acordo poderia ter sido uma demonstração da promessa ucraniana em modernizar suas ações políticas, tornando-se “um interlocutor previsível e confiável para os mercados internacionais[5], o que seria vital para impulsionar um novo acordo com o FMI, cujas linhas de créditos foram suspensas em 2011. Um empréstimo de 610 milhões de euros, que seria realizado pela UE à Ucrânia corre o risco de ser suspenso, como defendem alguns observadores.

O Decreto do Governo ucraniano também propôs a criação de uma comissão para a promoção dos laços comerciais entre a UE, Ucrânia e Rússia, embora ainda não se saiba em quais termos.

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* Para maiores informações sobre os acordos de associações mantidos pela UE, ver:

http://eeas.europa.eu/association/

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Imagem (Fonte):

http://www.dw.de/image/0,,16602524_401,00.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://euobserver.com/foreign/122190

[2] Ver:

http://www.jornal.ceiri.com.br/tensoes-nas-relacoes-entre-russia-e-ucrania-talvez-uma-nova-guerra-do-gas/

[3] Ver:

http://www.jornal.ceiri.com.br/armenia-georgia-e-a-uniao-euroasiatica/

[4] Ver:

http://www.dw.de/no-sign-yet-of-ukraine-eu-agreement/a-17238479

[5] Ver:

http://euobserver.com/foreign/122201

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Ver também:

http://www.dw.de/ukraine-scraps-plan-to-sign-historic-pact-with-european-union/a-17244405?maca=en-newsletter_en_Newsline-2356-html-newsletter

Thiago Babo - Colaborador Voluntário

Mestrando em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (Usp); Bacharel em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (Puc-SP). Colaborador do Núcleo de Análise da Conjuntura Internacional (NACI) e do Núcleo de Estudos de Política, História e Cultura (Polithicult). Experiência profissional como consultor de negócios internacionais. Atua nas áreas de Política Internacional, Integração Europeia, Negócios Internacionais e Segurança Internacional. No CEIRI NEWSPAPER é o Coordenador do Grupo Europa.

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