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Em cenário de luta contra o terrorismo e instabilidade nas ruas, nada pior para um Governo do que ver seu contingente de oficiais da polícia ser reduzido. A taxa de quenianos que tem atacado, lesionado ou matado oficiais tem alcançado níveis alarmantes. Aproximadamente 200 policiais já foram mortos apenas neste ano (2014), enquanto outros 100 já foram feridos[1]. A morte desses oficiais de polícia já tem alcançado a média de uma por dia, o que demonstra a difícil tarefa das burocracias ligadas à segurança em combater o alto índice de criminalidade doméstico e os atentados terroristas que perpassam as fronteiras dos países do leste africano.

Pelo lado governamental, a morte de policiais revela as carências para suprir as necessidades financeiras, institucionais e humanas diante de grupos armados, milícias e criminosos que atuam tanto localmente, quanto transnacionalmente. Outro problema surge no tocante à segurança médica da categoria: uma Força Tarefa Nacional foi montada em 2009, com o intuito de obter cobertura médica e seguro de vida para as forças policiais do país, contudo, nada foi efetivado ainda. De acordo com o analista de segurança Simiyu Werunga, a falta dessa cobertura explica porque quando os policiais estão em confronto com criminosos, eles preferem agir com mais assertividade. Segundo Werunga: “Eles falam que é melhor matar do que ser morto[2].

Contudo, isso acende um debate sobre os abusos cometidos pelos oficiais, seguidos de impunidades. Isto é, por muito tempo, a imagem dos policiais no país tem sido ligada às demandas por suborno, mortes extra-judiciais e abuso de autoridade. Para Werunga, há pouco profissionalismo da força policial, o que enfraquece a relação entre eles e o público. Alguns policiais fazem seu trabalho bem feito, porém são desmoralizados devido ao baixo salário e às péssimas condições de trabalho, fato este que leva alguns a extorquir a população.

Apesar das considerações sobre as precárias condições institucionais da força policial no país, os números sobre os abusos contra a população são alarmantes. Segundo o diretor executivo Peter Kiama, da Unidade Médico Legal Independente, mais de 160 pessoas foram baleadas por policiais entre janeiro e julho deste ano (2014)[3].

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Imagem (FonteFox News):

https://3.bp.blogspot.com/-jYovcMV7phs/UKetrtOiz9I/AAAAAAAAAFM/Z1GVIYYJ_oA/s640/Top+10+toughest+Jobs+in+Kenya+-kenya-police.jpg

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Fontes consultadas:

[1] VerStandard Digital”:

http://www.standardmedia.co.ke/article/2000133197/one-police-officer-killed-every-day-in-kenya?articleID=2000133197&story_title=one-police-officer-killed-every-day-in-kenya&pageNo=2

[2] VerStandard Digital”:

http://www.standardmedia.co.ke/article/2000133199/police-reforms-task-force-proposal-on-officers-insurance-yet-to-be-implemented

[3] VerStandard Digital”:

http://www.standardmedia.co.ke/article/2000133197/one-police-officer-killed-every-day-in-kenya?articleID=2000133197&story_title=one-police-officer-killed-every-day-in-kenya&pageNo=2

João Antônio dos Santos Lima - Colaborador Voluntário

Mestre em Ciência Política na Universidade Federal de Pernambuco e graduado em Relações Internacionais na Universidade Estadual da Paraíba. Tem experiência como Pesquisador no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no projeto da Cooperação Brasileira para o Desenvolvimento Internacional (Cobradi). Foi representante brasileiro no Capacity-Building Programme on Learning South-South Cooperation oferecido pelo think-tank Research and Information System for Developing Countries (RIS), na Índia; digital advocate no World Humanitarian Summit; e voluntário online do Programa de Voluntariado das Nações Unidas (UNV) no projeto "Desarrollar contenido de opinión en redes sociales sobre los ODS". Atualmente, mestrando em Development Evaluation and Management na Universidade da Antuérpia (Bélgica) e Embaixador Online do UNV na Plataforma socialprotection.org.

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