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“União Europeia” mostra retórica cautelosa contra Moscou em relação a questão da Criméia

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Na escalada de tensões entre Rússia e Ucrânia, líderes da “União Europeia” se reuniram para discutir uma posição comum face a possibilidade da “Federação Russa” anexar o território da Criméia. Segundo Herman Van Rompuy: “-Nos últimos dias vimos a maior ameaça à segurança no continente desde a Guerra dos Balcãs. Nós condenamos veementemente a violação do território ucraniano por parte da Rússia[1].

Líderes da “União Europeia” declararam que se as lideranças russas continuarem a escalar as tensões, diversas medidas econômicas poderão ser tomadas para retaliar Moscou. Tais medidas seriam um possível confisco de bens de políticos russos, a suspensão de visto para indivíduos envolvidos com a invasão da Criméia e a paralisação de negociações em relação a projetos conjuntos entre as partes[2].

Moscou, por sua vez, declarou que responderá a quaisquer sanções impostas pela “União Europeia”. Em nota oficial, o “Ministério de Relações Exteriores” avisou: “A Rússia não aceita a linguagem de sanções e ameaças, mas se elas forem utilizadas não ficarão sem resposta[3]. Até o presente, a medida mais dura tomada pela UE foi a suspensão de reuniões com as lideranças russas[3]. O presidente Francois Hollande afirmou que: “As medidas não são destinadas para aumentar tensões. Na verdade, elas existem para abrir caminho para o dialogo[4].

Jan Tombinski, enviado da “União Europeia” para a Ucrânia, afirmou que a tentativa russa de legitimar a anexação da Criméia com um referendo popular é ilegal, de acordo com a “Constituição da Ucrânia”. Segundo Tombinski, a secessão só poderia ser realizada caso o pleito fosse realizado em âmbito nacional[5].

Todavia, especialistas não acreditam que os líderes europeus possam tomar medidas imediatas contra Moscou. Apesar das ameaças, as relações econômicas entre partes são interligadas, sendo a Rússia o maior fornecedor de energia para o continente e uma postura mais dura poderia afetar a recuperação econômica de diversos países europeus.

Analistas confluem para a posição de que “Por enquanto, é provável que vejamos declarações por parte da União Europeia sobre a possibilidade real de sanções e a potencial paralisação de projetos de longo prazo, sem de fato impor restrições imediatas em assuntos delicados como a mobilidade de capital, bens e pessoas[6].

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Imagem (Fonte):

http://si.wsj.net/public/resources/images/BN-BU526_0306un_G_20140306072619.jpg  

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[1]Ver:

http://online.wsj.com/news/articles/SB10001424052702304554004579423054271159512?mg=reno64-wsj&url=http%3A%2F%2Fonline.wsj.com%2Farticle%2FSB10001424052702304554004579423054271159512.html

[2] Ver:

http://www.voanews.com/content/eu-react-visa-talks-suspension-but-no-sanctions-for-now/1866049.html

[3] Ver:

http://en.ria.ru/world/20140307/188185557/Russia-Slams-EU-Sanctions-Over-Ukraine-Threatens-to-Retaliate.html

[4] Ver:

http://money.cnn.com/2014/03/04/news/economy/europe-russia-ukraine/index.html?iid=EL

[5] Ver:

http://www.voanews.com/content/eu-crimea-referendum-illegal/1865590.html

[6] Ver:

http://money.cnn.com/2014/03/04/news/economy/europe-russia-ukraine/index.html?iid=EL

Leonel Victor Soares Caraciki - Colaborador Voluntário

Mestre em História pelo Programa de Pós-Graduação em História Social - UFRJ. Realiza Especialização em Relações Internacionais pela PUC-RJ.

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