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A Prisão de Guantánamo mantém encarcerados 150 homens. No início do ano de 2014, frente às frequentes denúncias de maus tratos e questionamentos sobre a polêmica Prisão, o presidente estadunidense Barack Obama se comprometeu em fechar Guantánamo. A declaração foi feita sem se saber o que aconteceria com todos estes homens acusados de terrorismo[1]. Em março deste ano (2014), uma surpresa: o pequeno país sul americano, o Uruguai, anunciou que estaria recebendo de 5 a 7 destes presos. A confirmação do presidente José Mujica causou sobressalto, já que nem mesmo grandes aliados dos Estados Unidos até a época tinham se disponibilizados a receber estes homens[1].

A aceitação pública veio após meses de consultas entre os dois países, assim como respondeu o Presidente: “Após algumas gestões internas respondemos que sim, porque hoje e sempre, com a exceção dos dolorosos anos da ditadura, o Uruguai tem sido um país de refúgio e para nós esta é uma questão de princípios[1]. Mujica, que é um ex- guerrilheiro que passou 14 anos detido durante o regime militar uruguaio, afirma que “não se pode fazer de indiferente frente a tragédia das pessoas que passam 12, 13 anos sem comunicação com o mundo e presa sem sua causa comprovada, sem ter visto um juiz. Sem nenhum tipo de garantia, é uma vergonha humana[1].

Muitos opositores, principalmente pré-candidatos as próximas Eleições Presidenciais, criticam que “não há argumento jurídico. (…) …não está claro em qual regime estas pessoas estariam no Uruguai[1] ou que “aceitar presos de Guantánamo é aceitar o regime de Guantánamo, sem tratado internacional nem aceitação pelo parlamento[1].

Mesmo frente aos diversos opositores e em época eleitoral, Mujica parece não mudar de opinião e recentemente reforçou seus discursos de março. Na primeira semana de outubro, em seu programa de rádio, o Presidente retrucou as críticas dos outros candidatos sobre o tema. Ele garantiu que os que foram libertados seguramente são inocentes e esta foi a condição estipulada pelo Uruguai[2].

Mujica afirma que a Lei que respalda sua decisão é a do refugio e que tomará a decisão de quando chegarão os refugiados no momento correto e com todos os elementos de segurança possíveis para que tudo saia segundo a Lei enão improvisado[2].

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Imagem “Presidente José Mujica” (Fonte):

http://www.bbc.co.uk/mundo/noticias/2014/03/140321_uruguay_guantanamo_vs

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.bbc.co.uk/mundo/noticias/2014/03/140321_uruguay_guantanamo_vs

[2] Ver:

http://noticias.starmedia.com/politica/mujica-defiende-llegada-presos-guantanamo-uruguay.html

Laura Elise Messinger - Colaboradora Voluntária Júnior 1

Mestre em Relações Internacionais- IHEID (Genebra, Suíça) e Mestre em Estudos Avançados de Organizações Internacionais- UZH (Zurique, Suíça). Bacharel em Relações Internacionais -Unilasalle (Canoas, RS), intercâmbio na UNICAH (Tegucigalpa, Honduras). Especialidades: direitos humanos, direito internacional humanitário, segurança e paz, democratização e América Central. Experiências profissionais: ONU (DPA- MSU), BID (segurança cidadã) e ONG Geneva Call – Suíça.

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