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Venezuela reforça aparelhamento de suas Forças Armadas

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Na quinta-feira da semana passada, dia 24 de julho, o presidente venezuelano Nicolás Maduro anunciou que a Venezuela irá reforçar a compra de armamentos da Rússia e da China, adquirindo novos lotes, com o intuito de desenvolver a capacidade bélica do país. De acordo com o diretor do Centro de Análise do Comércio Mundial de Armamentos, Igor Korotchenko, ela torna-se, assim, o segundo o maior comprador de armas da Rússia, depois da Índia, neste período de 2012 até 2015[1].

Maduro afirmou no site  Notícias24: “Falei com o presidente da Rússia Vladimir Putin e com presidente da República Popular da China Xi Jinping e, em breve, as comissões encarregadas de incluir o armamento mais avançado tecnologicamente no plano de aquisições irão começar o seu trabalho, a fim de reforçar todo o equipamento técnico-militar e os sistemas de armamentos da nossa Pátria[1].

O valor estimado nas negociações é de 3,2 bilhões de dólares e, por isso, muitas críticas estão sendo feitas em relação a compra que foi anunciada, principalmente devido ao fato de o país estar vivendo uma grande crise econômica, estar passando por problemas sociais e políticos e, também, pelo fato de o Governo estar sendo  acusado de reprimir os opositores, tanto que vem sofrendo denúncias internacionais por entidades de Direitos Humanos.

Da parte da Rússia, os negócios com a Venezuela já existem a vários anos, sendo esta compra apenas uma parte de um histórico que envolveu aquisição de equipamentos para todas as Forças singulares venezuelanas, tendo, inclusive, sido aventado no passado a possibilidade da construção de uma planta para a produção do fuzil de combate AK 103 no país.

Observadores apontam que as ações recentes de Rússia e China com relação aos países bolivarianos não decorrem de proximidade ideológica, ou apoio político, mas da condição em que o Ocidente está colocando tanto russos quanto chineses, que presenciam um trabalho para isolá-los no cenário internacional, embora as duas nações tenham mostrado desejo de integrar-se na cadeia produtiva global, logo na economia internacional, de acordo com os princípios ocidentais.

Nesse sentido, conforme entendem alguns analistas, para Rússia e China, as possíveis negociações significam recursos, comércio e parceria para evitar o isolamento a que estão tentando colocá-las. Para a Venezuela, o aparelhamento de Forças Militares que podem ser usadas para dar mais condições ao Governo impor sua posição perante seus inimigos internacionais, mas, mais importante, para impor-se diante da oposição venezuelana, o que desvela um quadro que pode gerar o aprofundamento da crise no país e um cenário de maior violência.

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Imagem (Fonte):

Wikipedia

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_07_25/Venezuela-vai-adquirir-novas-partidas-de-armamento-Russia-e-China-2689/

Ver também:

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=720559

Ver também:

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/venezuela-reforma-equipamento-militar-com-o-apoio-da-russia-e-da-china073036403

Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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