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A cada dia, mais notícias preocupantes são veiculadas pela mídia nacional e internacional acerca da Venezuela. A população vem sofrendo com a falta de emprego, energia, remédios e até comida. O país vizinho está em estado de emergência na sua economia, que parece não ter fim. Desde 2014, já havia sinais de que não ia por um caminho adequado. No entanto, a disputa pelo poder não deu trégua, agravando cada vez mais o estado de contingência venezuelano.

Com a ascensão ao poder do atual mandatário, Nicolás Maduro, o herdeiro político do ex-presidente Hugo Chávez, que governou a República Bolivariana da Venezuela por 14 anos, a tensão entre o “Chavismo” e a Oposição se intensificou.

No dia 8 de dezembro de 2015, os opositores venceram as eleições legislativas, conquistando a maioria da Assembleia Nacional, após 16 anos, e ficando com o desafio de medir forças com o então eleito para a Presidência, Nicolás Maduro. A partir desse momento, a tensão entre os oponentes se agravou.

Conforme veiculado na mídia, e apresentado por analistas, isso se deu devido ao modelo esgotado de extrativismo iniciado no século XX, algo que não foi rompido pelo Governo Chávez. Tal avaliação é compartilhada, inclusive, por ex-partidários bolivarianos, como é o caso de Víctor Álvarez, ex-ministro de Indústrias Básicas e ex-diretor da estatal petrolífera PDVSA no governo chavista. Hoje, ele é uma voz crítica ao Governo Maduro.

Além disso, o embate entre a Oposição e a Situação se estrutura também na concorrência entre modelos econômicos, pois a Oposição culpa o modelo socialista pela atual crise. Já o Presidente a atribui à queda dos preços do petróleo e a uma “guerra econômica” de empresários de direita, feita para desestabilizar seu governo. É com esse argumento que ele declarou estado de emergência no país.

Atualmente, a conjuntura chegou a um patamar em que os venezuelanos tiveram de apelar para os grupos humanitários que são formados em várias partes do mundo e em muitos setores. A ONU, por exemplo, já analisa intervir, mesmo com a reprovação de tal atitude pelo presidente Maduro, fato que será inédito em uma nação que não está em guerra. 

Conforme se observa nos noticiários, falta absolutamente de tudo na Venezuela e sobram problemas de toda a ordem: as mais diversas doenças assolam; não há médicos, nem hospitais devidamente equipados para atender a população faminta e doente; as pessoas passam a noite em filas, em busca de comida; e a população é afetada, principalmente, nos serviços básicos.

O que mais preocupa a todos os grupos de ajuda humanitária é que o Presidente nega a existência de uma crise. Segundo a professora de Ciências Políticas e coordenadora de Especialização em Opinião Pública e Comunicação Política da Universidade Simón Bolívar, Yetzy Villarroel, “as organizações internacionais não podem intervir se o Estado não pedir.

Diante disso, o mundo, sobretudo os países vizinhos da América Latina, assistem perplexos e preocupados com a situação degradante da população venezuelana, causada principalmente por um impasse político que vem se acentuando com o passar do tempo. Sendo assim, aguarda-se uma possível solução por parte desses grupos que têm a missão de assegurar os direitos de quem, na comunidade internacional, sofre com a fome, com a violação de direitos humanos, dentre outros problemas.

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Imagem (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/cb/Desplazadoscol01.jpg

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Jamile Calheiros - Colaboradora Voluntária

Bacharel em Relações Internacionais e Direito, com especializações em Direito Público Municipal e em Política e Estratégia. Aluna especial no Mestrado Acadêmico em Administração pela UFBa. Possui experiência na área jurídica adquirida em estágios em escritórios de advocacia, Petrobrás, Assembléia Legislativa e Câmara dos Deputados. Tem experiência internacional, em Dublin – Irlanda. Diretora Institucional da BBOSS. Voluntária [email protected] - Project Management Institute – Capítulo Bahia, Diretoria de Alianças e parcerias desde Agosto de 2015.

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