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Vietnã e Filipinas, novos parceiros, mesmo problema: a China

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As disputas em torno do controle doMar do Sul da Chinaganharam novos contornos recentemente. Três dos principais países envolvidos na disputa (China, Filipinas e Vietnã) fizeram demonstrações públicas das respectivas estratégias para defenderem suas demandas na região.

Na primeira delas, Beijing anunciou no início do mês de março deste ano (2014) que irá aumentar seus investimentos militares de 10,7% para 12,2% do Produto Interno Bruto” (PIB). Este aumento significa um incremento de US$ 14,4 bilhões de dólares totalizando um orçamento de US$ 135 bilhões de dólares para o setor militar chinês[1]. Uma parte importante deste montante vai para o já acelerado e contínuo programa de modernização da Marinha, visando as disputas tanto com o Japão no “Mar da China Oriental”, quanto com Brunei, Filipinas, Malásia, Vietnã e Taiwan no “Mar do Sul da China”.

A assertividade chinesa têm sido traduzida também no aumento de choques entre a sua Marinha e barcos pesqueiros de outros países, que têm no “Mar do Sul da China” um local tradicional de pesca. No último sábado, um barco da “Marinha Filipina” quase se chocou com uma embarcação chinesa, quando tentava entregar suprimentos para marinheiros filipinos estacionados na região[2].

Do outro lado, Manila está em fase final para reestabelecer uma Base para a “Marinha dos Estados Unidos” em seu território. Após uma longa negociação concernente ao uso conjunto da Base por forças filipinas e americanas, os dois países alcançaram um consenso. A princípio, a Base Naval em Mindanao, além de oferecer suporte logístico para aFrota Americana no Pacífico”, também irá treinar e fornecer equipamentos visando a modernização da marinha das Filipinas[3].

Em paralelo ao acordo entre Washington e Manila, o Vietnã também se movimentou aproximando-se ainda mais do Japão. O presidente vietnamita Truong Tan Sang visitou o Japão entre os dias 15 e 19 de março reforçando uma parceria de suma importância para os dois lados.

Sang atendeu ao convite feito pelo Imperador Akihito e, entre outros compromissos, reuniu-se várias vezes com o atual primeiro-ministro Shinzo Abe para tratar das disputas com a China. Sang afirmou que as relações com o Japão “entraram em uma nova fase[4] e a parceria é tida como “estratégica” para Hanoi. Ele afirmou ainda que o “Vietnã, com uma história de derrotar grande impérios, está agora junto com o Japão para garantir a paz e a prosperidade na região[4].

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ImagemSoldados Filipinos durante o ritual de retirada da bandeira em uma das embarcações na região disputada com a China” (FonteReuters):

http://www.scmp.com/news/asia/article/1460438/philippine-vessel-evades-chinese-coast-guard-ships-disputed-waters

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Fontes consultadas:

[1] VerChina Raises Defense Spending 12.2% for 2014”:

http://online.wsj.com/news/articles/SB10001424052702304732804579421021045941010

[2] VerPhilippine supply ship evades Chinese vessel”:

http://www.miamiherald.com/2014/03/29/4026417/philippine-supply-ship-evades.html

[3] VerNew ties, new risks in the South China Sea”:

http://www.atimes.com/atimes/Southeast_Asia/SEA-01-270314.html

[4] VerPresident’s visit to expand Vietnam-Japan partnership”:

http://www.gulf-times.com/asean-philippines/188/details/384780/president%E2%80%99s-visit-to-expand-vietnam-japan-partnership  

NOTA 4 – Dani (13:00)

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Moisés Lopes de Souza - Colaborador Voluntário Sênior

Graduado em Relações Internacionais pelas Faculdades Integradas Rio Branco. Doutorando em Estudos de Ásia-Pácifico no Doctoral Program in Asia-Pacific Studies (IDAS) da National Chengchi University (Taiwan). Pesquisador Associado do Center for Latin America Trade and Economy, Chihlee Institute of Technology.

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