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Visita de Xi Jinping inaugura parceria econômica franco-chinesa

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Minha visita à França ocorre em um momento especial e permitirá que eu trabalhe com o Presidente François Hollande e outros líderes franceses, de maneira que levemos em consideração os cinquenta anos de relações franco-chinesas para planejarmos o futuro juntos[1] disse o “Presidente da República Popular da China”, Xi Jinping, durante a cerimônia que o recebeu em solo francês.

A visita à França já era percebida como uma grande possibilidade de novos negócios entre os dois países. O déficit de troca entre ambos recentemente atingiu a marca de 25,8 bilhões de euros, o que representa algo em torno de 40% do déficit das trocas estrangeiras francesas. Outro problema que entrou na pauta das discussões foram as disputas comerciais entre os países e a necessidade de procurar medidas para diminuir atritos. Uma série de restrições de Beijing em relação às compras de vinhos franceses foram anuladas poucos dias antes da chegada da comitiva chinesa. A restrição aos vinhos havia sido tomada em retaliação a uma iniciativa francesa de sobretaxar as importações de paineis solares chineses[2].

As negociações já geraram frutos: a empresa Airbus fechou um acordo com a empresa aeroespacial Avicopter no valor de 5,8 bilhões de euros. Serão vendidos helicópteros e aviões. A divisão de aviões da Airbus recebeu um contrato para produzir setenta aviões, em uma proposta de mais de sete bilhões de euros. Espera-se que mais de oitenta acordos sejam assinados, entre eles acordos entre a empresa Peugeot e a chinesa Dongfeng, além disso, a Areva, firma especializada em tecnologia nuclear, igualmente espera a garantia de um acordo com os chineses[3].

‘Iremos construir uma nova Rota da Seda’ foi a frase com a qual o Presidente Jinping procurou descrever a nova iniciativa. Seu artigo ‘Amigos Especiais, Parceiros Mutuamente Beneficiados’”, publicado no jornal “Le Figaro”, enfatiza a duração da relação entre os países e como a amizade entre os dois Estados pode contribuir para a modernização da economia chinesa e para assegurar a contínua competitividade da economia francesa[4]. Problemas como o tradicional protecionismo francês podem minar uma iniciativa maior. Jacques de Chilly, presidente da companhia de análise de investimentos Aderly, explicou que “Na França sempre houve hesitação em relação ao investimento estrangeiro. Mas só podemos crescer e criar empregos se entrarmos na globalização[5].

O presidente da França, François Hollande, disse sobre os Acordos já assinados: “Dezoito bilhões de euros em contratos, isto é emprego, crescimento e sobretudo é perspectiva de grandeza para os anos vindouros[6].

Ao mesmo tempo que a comitiva chinesa cumpria a missão em Lyon, um pequeno protesto levantou faixas que pediam atenção pro status do Tibet. Um homem presente no protesto declarou: “Estamos em uma sociedade, não somente a sociedade francesa mas [as sociedades] em termos globais, em que a única coisa que conta são seus documentos. Mas os tibetanos não possuem documentos legais. Eles não existem aos olhos da lei – nem no Tibete, que é considerado uma província chinesa[7].

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Imagem (Fonte):

http://c.o0bc.com/rf/image_609w/Boston/2011-2020/Wires/2014/03/26/Boston.com/APOnlineImages/2014-03-26/0b91cc8bd8a57d0b4f0f6a706700cf8c.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.boston.com/news/world/europe/2014/03/26/deal-making-ahead-china-president-visits-france/XjFMSheQgncdHRYRQ9SWUN/story.html

[2] Ver:

http://www.reuters.com/article/2014/03/21/us-china-europe-wine-idUSBREA2K0QE20140321

[3] Ver:

http://www.connexionfrance.com/france-china-xi-jinping-francois-hollande-lyon-paris-airbus-peugeot-areva-business-deals-15594-view-article.html

[4] Ver:

http://english.peopledaily.com.cn/90883/8578246.html

[5] Ver:

http://online.wsj.com/article/BT-CO-20140325-709633.html?mod=googlenews_wsj

[6] Ver:

http://www.franceinfo.fr/actu/france-chine-vers-un-reequilibrage-des-relations-commerciales-1364067-2014-03-26

[7] Ver:

http://www.connexionfrance.com/france-china-xi-jinping-francois-hollande-lyon-paris-airbus-peugeot-areva-business-deals-15594-view-article.html

 

Leonel Victor Soares Caraciki - Colaborador Voluntário

Mestre em História pelo Programa de Pós-Graduação em História Social - UFRJ. Realiza Especialização em Relações Internacionais pela PUC-RJ.

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