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A visita do Secretário Geral das Nações Unidas a Israel e à Palestina

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As duas últimas visitas do Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas, Antônio Guterres, representam uma das maiores prioridades em sua agenda. Como antigo Alto-Comissário das Nações Unidas para refugiados, o conflito e a relação entre Palestina e Israel é de grande interesse para ele. Outro fator que aponta para importância dessa agenda são os desgastes entre a ONU e Israel – no ano passado (2016), após deliberações do Conselho de Segurança em que foram aprovadas sanções contra o país, devido a construção de assentamentos judaicos em áreas ocupadas por palestinos. Após a acusação de que houve violação de Direitos Humanos por parte dos israelitas, Benjamin Netanyahu (Primeiro Ministro de Israel) anunciou cortes na colaboração financeira do país às Nações Unidas.

Benjamin Netanyahu, Primeiro-Ministro de Israel

Esse contexto não é o único que motiva a visita do Secretário-Geral. A tensão entre o Catar e os países do Golfo Pérsico e a situação humanitária caótica no Iêmen também necessitam a atenção da Organização das Nações Unidas.

O encontro entre Guterres e Netanyahu aconteceu na última segunda-feira, dia 28 de agosto. Na ocasião, foi reiterado o comprometimento das Nações Unidas em combater o antissemitismo e em proteger o direito de existência do Estado israelense. Essa foi a primeira visita oficial do Secretário Geral da ONU à Israel desde que ocupou o cargo em 1º de janeiro de 2017. A mensagem deixada na visita foi de imparcialidade, contudo, ao passo em que foi reforçado o desejo pela paz, foram relembradas as preocupações israelenses, de modo que qualquer “ideia, intenção ou desejo” de destruir o Estado de Israel são inaceitáveis. Não obstante, Antônio Guterres também afirmou que todos os países devem ser tratados igualmente tanto por ele, enquanto pelo Secretariado das Nações Unidas, como também por outros Estados, uma vez que “todos os membros são soberanos com seus próprios interesses, valores e convicções”.

Rami Hamdallah, Primeiro Ministro do Estado da Palestina

No dia seguinte ao encontro com Netanyahu, terça-feira (29 de agosto), Guterres se reuniu com o Primeiro-Ministro palestino, Rami Hamdallah. Na oportunidade, o Secretário-Geral reiterou seu pedido por uma solução política para o conflito no Oriente Médio, de modo a encerrar a “ocupação israelense” sobre o território da Palestina. Para o Chefe da ONU, a solução há de vir da criação de um Estado palestino independente, capaz de viver em paz e segurança com Israel. Esse posicionamento foi enfatizado por meio do chamado recomeço de um processo político de negociação “sério e crível”, cujo objetivo seja a criação de dois Estados e a geração de “condições para melhorar a situação das populações palestinas”. Segundo Guterres, este é o único caminho capaz de garantir a paz e a sobrevivência conjunta, “em segurança e reconhecimento mútuo”.

Ainda em Ramallah, capital do Governo da Palestina, o líder da Organização das Nações Unidas afirmou que os assentamentos israelenses são o maior obstáculo para o processo de paz. Além disso, expressou preocupação com a situação humanitária na faixa de Gaza e sinalizou o comprometimento de seus esforços para criar condições para uma liderança unificada na Palestina.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Antônio Guterres, SecretárioGeral da Organização das Nações Unidas” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Guterres#/media/File:Ant%C3%B3nio_Guterres_2013.jpg

Imagem 2 Benjamin Netanyahu, PrimeiroMinistro de Israel” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Benjamin_Netanyahu#/media/File:Benjamin_Netanyahu_2012.jpg

Imagem 3 Rami Hamdallah, Primeiro Ministro do Estado da Palestina” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Rami_Hamdallah#/media/File:Rami_Hamdallah_October_2013.jpg

Gabriel Mota - Colaborador Voluntário

Gabriel Mota Silveira é formado em Relações Internacionais. É mestrando do programa de pós-graduação em Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PPGRI/PUC-MG), com linha de pesquisa em Insituições, Conflitos e Negociações Internacionais. É pós-graduado em Relações Governamentais e Políticas Públicas pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), e discente associado ao Centro Brasileiro de Estudos Constitucionais do Instituto CEUB de Pesquisa e Desenvolvimento (CBEC-ICPD). Entusiasta do estudo do Terrorismo Transnacional e Insituições Internacionais. Já prestou serviço ao Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, trabalhou na Embaixada do Reino Unido em Brasília e no Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Atua hoje junto à Assessoria de Relações Internacionais da Secretaria de Estado de Governo de Minas Gerais.

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