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Na última quarta-feira (25 de abril), António Guterres, Secretário Geral das Nações Unidas, se fez presente em Genebra para angariar fundos para o Iêmen, país da Península Arábica. Na ocasião, Guterres recebeu a promessa de financiamento de 1,1 bilhão de dólares para a ajuda humanitária no país.

Atualmente, a cada dez minutos morre uma criança com menos de 5 anos, devido à fome ou às outras doenças. Para sensibilizar os doadores, Guterres afirmou que durante a conferência para arrecadar fundos àquele país, pelo menos 50 crianças morreriam, sendo todas estas mortes possíveis de prevenção. De fato, o Iêmen tem apresentado a maior crise de fome do mundo, com cerca de 17 milhões de pessoas em insegurança alimentar. Até o momento, a maior dificuldade é o acesso, pois os dois anos de crise humanitária têm levado à destruição da infraestrutura do país, inclusive com ataques a estabelecimentos voltados para saúde e educação. Além disso, o direito internacional humanitário não está sendo respeitado, impedindo que atores humanitários consigam socorrer os necessitados.

Em fevereiro, o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) e outros parceiros lançaram um apelo de 2,1 bilhões de dólares para o plano humanitária de 2017. Contudo, apenas 15% deste valor foi arrecadado, aumentando a lacuna entre o que tem sido prometido em conferências internacionais e o que tem sido levantado.

A crise no Iêmen é, em parte, um desdobramento da Primavera Árabe, em 2011. Pressionado através dos protestos, o ditador Ali Abdullah Saleh deixou o cargo após 33 anos no poder. No ponto de vista político, o território do Iêmen é fragmentado entre o Governo, os rebeldes xiitas houthis e células terroristas, como a Al Qaeda. No entanto, com o início do conflito armado em 2014, a sociedade passou a sentir mais o desgaste, considerando as implicações na produção de alimentos, a interrupção da importação de produtos e o colapso dos serviços públicos.

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Imagem 1 Localização do Yêmen” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/6b/Yemen_-_Location_Map_%282013%29_-_YEM_-_UNOCHA.svg/500px-Yemen_-_Location_Map_%282013%29_-_YEM_-_UNOCHA.svg.png

Imagem 2 Ali Abdullah Saleh” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File%3AAli_Abdullah_Saleh_2004.jpg

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João Antônio dos Santos Lima - Colaborador Voluntário

Mestre em Ciência Política na Universidade Federal de Pernambuco e graduado em Relações Internacionais na Universidade Estadual da Paraíba. Tem experiência como Pesquisador no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no projeto da Cooperação Brasileira para o Desenvolvimento Internacional (Cobradi). Foi representante brasileiro no Capacity-Building Programme on Learning South-South Cooperation oferecido pelo think-tank Research and Information System for Developing Countries (RIS), na Índia; digital advocate no World Humanitarian Summit; e voluntário online do Programa de Voluntariado das Nações Unidas (UNV) no projeto "Desarrollar contenido de opinión en redes sociales sobre los ODS". Atualmente, mestrando em Development Evaluation and Management na Universidade da Antuérpia (Bélgica) e Embaixador Online do UNV na Plataforma socialprotection.org.

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